Lari não se atreveu a perguntar mais nada. Tinha medo de soar convencida demais.
Arthur percebeu que ela desviava o olhar de propósito, evitando encará-lo. A voz dele saiu baixa, quase arranhada.
— Por que ficou calada de repente?
Lari ergueu os olhos para ele por um instante só. Logo os baixou outra vez e balançou a cabeça.
— Não foi nada.
Com medo de que Arthur insistisse no assunto, Lari falou sem pensar:
— O Ciro já tinha comentado sobre você. Disse que você era esse tipo de homem... que não existia nada que você não conseguisse resolver.
O nome de Ciro, naquele momento, caiu como um balde de água fria.
O semblante de Arthur esfriou diante dos olhos dela. Ainda assim, para não assustá-la, ele foi soltando devagar a tensão entre as sobrancelhas. Quando tornou a falar, a voz seguia rouca:
— Você lembra bem do que ele dizia.
Lari não percebeu nada de estranho. Apenas confirmou com um movimento leve.
— E ele não mentiu. Pelo menos pra mim, você é exatamente esse tipo de homem. Alguém impressionante.
Ela levantou os olhos de novo e o encarou com sinceridade. O rosto já não queimava tanto, mas ainda havia um rubor suave no canto dos olhos, tingindo de cor a pele clara e delicada.
Arthur manteve os olhos presos ao rosto dela. O olhar, escuro e profundo. Então soltou o ar devagar.
— Lari, às vezes você é mesmo meio bobinha.
Lari soltou um som curto de surpresa.
Arthur não explicou. Apenas estendeu a mão e bagunçou de leve os cabelos dela.
— Hoje você deve estar cansada. Sobe e vai descansar um pouco.
A voz grave e rouca não deixava transparecer nem irritação, nem doçura. Só aquele timbre baixo, magnético, impossível de recusar.
Lari subiu obediente. Lavou o rosto, trocou de roupa, se deitou na cama e tirou um cochilo à tarde.
Arthur, por outro lado, ficou no escritório e acendeu um cigarro.
O celular largado sobre a mesa tocou de repente. Arthur baixou os olhos, lançou uma olhada para a tela e deslizou o dedo para atender. Dos lábios finos, saiu uma lenta espiral de fumaça.
A voz de Ícaro veio do outro lado da linha:
— Arthur, onde você tá?
Em seguida, ele soltou uma exclamação animada, já entrando no assunto:
— Hoje eu li o texto da sua garota. E olha... a menina escreve bem pra caramba. Principalmente quando mexe com emoção. Essa parte de laço familiar, então, ela sabe como fisgar quem lê...
O rosto bonito de Arthur permaneceu envolto pela fumaça, escondendo qualquer traço de expressão. A pressão ao redor dele ainda era baixa, pesada. Mesmo assim, naquele instante, um pouco do calor voltou ao ambiente.
Ele ficou em silêncio por um longo tempo. Tão longo que Ícaro quase achou que a ligação tinha caído. Só então Arthur falou, num tom baixo, arrastado:

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Capitulo 178, ja li essa historia em outro livro. Triste que copiem tanto. Desisti...
Meninas em qual capítulo vcs estão??...
Um capítulo por dia, e olhe lá, tá dando vontade de desistir 😭...
SÓ UM CAPITULO POR DIA.... MEU DEUS...
Esse livro esta muito bom....
Quando será lançado novos capítulos...
Quando vai sair novos capítulos? 379 em diante pelo amor de Deus 😭😭😭😭...
Qual o prazo para o lançamento dos próximos capítulos???...
Oiii o capitulo 04 não abre. Estou amando o livro, Arthur é um fofo, to aqui sonhando que não será um livro cheio de gaslighting, por favorzinho!...