Assim que Melina Barbosa entrou, percebeu que toda a decoração da casa havia mudado.
Antes, o imóvel decorado por Flávia Rocha tinha um estilo contemporâneo, com toques discretos e elegantes, transmitindo uma sensação de conforto e sobriedade.
Agora, porém, a casa parecia sem identidade. Tudo o que era caro tinha sido comprado, mas, juntos, os objetos destoavam completamente.
— Que nojo! — exclamou Melina Barbosa.
Em seguida, pegou um taco de beisebol e começou a destruir tudo.
Quando Simone Oliva viu Melina Barbosa quebrando o abajur antigo que ela tinha trazido da Europa com tanto esforço, ficou à beira da histeria.
— Pare! Melina Barbosa, pare agora! Sabe quanto custou esse abajur?
Melina Barbosa respondeu, sem emoção:
— Não importa o preço, é horrível.
— Isso é um absurdo!
Melina Barbosa se aproximou de Simone Oliva e lhe deu um tapa tão forte que a cabeça de Simone virou de lado.
— Mamãe! — gritou Manuela Barbosa, querendo avançar contra Melina Barbosa, tomada pelo ódio.
Gustavo Ferreira se aproximou e falou com voz suave:
— Está tudo bem?
Manuela Barbosa, apressada, disse a ele:
— Presidente Gustavo, você é o maior empresário do Brasil. Vai mesmo assistir sua esposa maltratar pessoas inocentes?
Gustavo Ferreira lançou um olhar gélido para Manuela Barbosa.
Ela sentiu um calafrio percorrer o pescoço, como se tivesse sido ameaçada de morte, e imediatamente se calou.
Na verdade, quando Gustavo Ferreira ficava em silêncio, ele exalava uma autoridade que realmente intimidava.
Ele falou com voz fria:
— O que me importa é minha esposa. Alguns aqui deviam parar de se iludir.
Gustavo Ferreira então segurou a mão de Melina Barbosa com delicadeza, examinou-a atentamente e disse:
— Da próxima vez, deixe que eu resolva isso. Se machucar sua mão, fico preocupado.
Enquanto falava, levou a mão dela até seus lábios e soprou suavemente.
O rosto de Melina Barbosa corou. Envergonhada, ela assentiu:
— Tá bom.
Manuela Barbosa olhava de canto, tomada pela inveja.
Logo, o barulho de objetos sendo destruídos voltou a ecoar pela casa, misturado aos gritos de Simone Oliva e Manuela Barbosa, quase como lamentos de fantasmas.
Só quando quase tudo na casa já estava em ruínas, Melina Barbosa parou.
Ela foi direto ao porão e encontrou uma pasta de documentos.
Ao examinar o conteúdo, um sorriso surgiu em seus lábios.
Quando Melina Barbosa voltou do porão com a pasta na mão, Simone Oliva ficou pálida e quase desmaiou.
Melina Barbosa disse:
— Só de ver sua expressão apavorada, já sei que você entende bem o que tem aqui dentro.
Simone Oliva rangeu os dentes e respondeu:
— Não sei do que está falando!
Melina Barbosa retrucou:
— Não faz mal se você não sabe, porque eu sei. Seus dias de paz acabaram.
Por fim, Melina Barbosa se virou para os seguranças e ordenou:
— Joguem essas duas fora da minha casa!

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