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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 714

Gustavo Ferreira falar alguma coisa já era melhor do que ficar em silêncio absoluto.

Murilo Martins tinha certeza: Gustavo Ferreira estava tramando algum golpe.

E assim, depois de uma longa espera, finalmente Gustavo Ferreira abriu a boca.

— Aquele terreno vale muito. Sua família está disposta a ceder?

— Sim, claro, agora mesmo! Eu ligo pra minha mãe, ela resolve — Murilo Martins olhou para Gustavo Ferreira, suplicante.

Gustavo Ferreira consultou o relógio; já estava quase na hora de ir para casa.

— Certo, vou te dar dez minutos. Resolva tudo nesse tempo.

— Dez minutos?! — Murilo Martins ficou atônito. Dez minutos? Nem pensar!

Gustavo Ferreira lançou-lhe um olhar frio, como se dissesse que, se Murilo insistisse em recusar, acabaria ali mesmo.

— Acredita? Não preciso de dez minutos. Um segundo basta pra acabar com você.

Murilo Martins sentiu um calafrio percorrer o pescoço, uma sensação de morte pairando sobre ele. Até respirar se tornou difícil.

Gaguejando, respondeu:

— Dez minutos... está bem, dez minutos!

— Não, agora só restam oito minutos — corrigiu Gustavo Ferreira.

Ele bateu de leve no relógio.

— Que pena. Você já perdeu dois minutos.

Por dentro, Murilo Martins amaldiçoou todos os antepassados de Gustavo Ferreira. Que sujeito desprezível!

Mas não ousou demonstrar.

— Eu vou ligar agora mesmo.

Mal tinha discado, sua mãe atendeu:

— Filho, você já chegou ao aeroporto?

— Mãe, dessa vez você precisa me ouvir até o fim, por favor, não me interrompe...

Murilo despejou tudo de uma vez. Chorando, disse:

— Vocês precisam me salvar, senão a família Martins perde seu único filho homem! Vocês vão se arrepender muito!

O coração da mãe apertou. Ela olhou para o marido, depois para Isabela Prado.

Mordendo os lábios, disse ao marido, que conversava com Isabela Prado:

O rosto de Melina Barbosa se iluminou:

— Voltou?

Gustavo Ferreira fez um leve aceno:

— Não cheguei tarde, né?

— Não, ainda não jantamos. O vovô estava inquieto, quis jogar comigo antes — respondeu Melina.

— Xeque-mate — disse o vovô João.

Melina olhou para o tabuleiro: realmente, não tinha mais saída.

— Eu me rendo — declarou Melina.

O vovô João sorriu, satisfeito:

— Finalmente consegui ganhar de você.

— Se nem agora vencesse, era melhor desistir — Jaime Ferreira não resistiu à provocação.

O vovô João lançou-lhe um olhar de repreensão:

— Se não tem nada a dizer, pode ficar calado, Jaime.

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