— Aqueles são todos meus seguranças. Vindo para um lugar desses, é claro que preciso me preocupar com minha segurança, não é? Perguntei para várias pessoas agora há pouco, mas ninguém quis vir para a Aldeia C, então fiquei com medo — disse Melina Barbosa, fazendo cara de assustada.
— Faça como quiser. Se tiver algum problema, nem nós da polícia vamos conseguir te proteger — respondeu Luan, com tom seco.
— Agradeço pelo aviso — Melina Barbosa sorriu, sem perder a compostura.
Luan dirigiu, virando para lá e para cá pelas ruas estreitas. Por várias vezes, os seguranças atrás quase se perderam pelo caminho.
Felizmente, os homens que Gustavo Ferreira havia enviado eram bem treinados e logo se reagruparam.
Talvez pela distância do trajeto, o humor de Luan foi piorando, e seu rosto ficou fechado de maneira assustadora.
Larissa, sentada no banco do carona, não ousou dizer uma palavra.
Depois de um bom tempo, finalmente chegaram à Aldeia C.
Melina Barbosa e Tomás Cruz desceram do carro, prontos para pedir informações.
De repente, não muito longe dali, ouviram barulho de fogos de artifício — estrondos altos, ensurdecedores.
Melina Barbosa, já um tanto ansiosa, ficou ainda mais inquieta.
— Olá, por acaso vocês sabem onde fica a casa da Sofia Palmeira? — perguntou Melina Barbosa ao avistar alguns moradores.
Perguntaram para várias pessoas, mas todas responderam que não conheciam.
— Sofia Palmeira comentou, se não me engano, que tem outro nome. Sofia Palmeira foi o nome que ela adotou depois que entrou na faculdade — lembrou Tomás Cruz.
Melina Barbosa então recordou e rapidamente se dirigiu a uma senhora próxima:
— Senhora, a casa da Joana Palmeira, a senhora sabe onde é?
— Joana? Aqui na vila, quase todo mundo é tal de Palmeira. Ou é Joana, ou é Zilda, ou Maria...
— Aquela Joana que passou na universidade e agora trabalha na Cidade Capital — explicou Melina Barbosa.
Os moradores, pouco acostumados com tal gentileza, ficaram surpresos e, de imediato, seus olhos brilharam.
— Que amiga atenciosa a Joana tem, vindo de tão longe! Ouvi dizer que Joana está muito bem na Cidade Capital, até virou chefe por lá.
— Ora, é só uma moça. Por melhor que seja, no fim das contas vai acabar se casando e indo para outra casa, de que adianta? — murmurou alguém, num tom de desdém.
Nesse momento, uma mulher de meia-idade apareceu.
Ao saber que eram amigos de Sofia Palmeira, ela logo os convidou a entrar:
— Joana está conversando com a cunhada ali no quarto. Por favor, entrem e fiquem à vontade. A casa é simples, espero que não se importem. Vou trazer algo para beber.
Melina Barbosa e Tomás Cruz sorriram e seguiram a senhora para dentro.
A porta se abriu e depois se fechou, mas o cômodo estava vazio.
— Sofia? — chamou Melina Barbosa, ao perceber uma silhueta sobre a cama.

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