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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 737

— Ali.

Melina Barbosa apontou para a tigela no chão.

Sara Santos já suspeitava, mas ao ouvir Melina Barbosa confirmar, tudo ficou escuro diante dos seus olhos; por pouco não desmaiou ali mesmo.

— Você... você quer me matar de raiva! Aquilo é tripa amarga, é pra dar de comer às galinhas!

— Mas é comida. Por que não se pode comer?

— E ainda coloquei laranja. Laranja é doce, equilibra o amargor, aí o gosto fica marcante, não é bom?

— Laranja? Espera aí, onde você pegou essas laranjas? — perguntou Sara Santos, já levantando a mão.

— No altar.

— Ave Maria! Os alimentos do altar são oferendas pro seu sogro. Quem te deu permissão pra comer aquilo?

Melina Barbosa respondeu:

— Comida de verdade é pra quem está vivo.

— Cala a boca!

Sara Santos levantou a mão para bater em Melina Barbosa, mas antes que pudesse tocá-la, Pedro a impediu, segurando firme seu braço.

— Não pode bater na esposa.

Sara Santos ficou furiosa:

— Seu ingrato, casou e já esqueceu da mãe!

— Mãe, sai daqui. — disse Pedro.

Sara Santos se desvencilhou com força, exclamou:

— Você que fez, agora come tudo sozinho!

— Eu como, eu como. Foi minha esposa que fez, eu como. — respondeu Pedro.

Melina Barbosa olhou para Pedro, subitamente envergonhada. Seu prato exótico era tão estranho que até Gustavo Ferreira balançava a cabeça; Pedro, certamente, não conseguiria comer aquilo.

— Amor, anda logo, estou ansioso pra provar. — disse Pedro.

Sara Santos ficou abismada. Observou o filho: será que ele agora tinha virado poeta? Era um milagre!

A sopa de tripa amarga com laranja de Melina Barbosa estava pronta.

Pedro tomou um gole ainda quente.

— Muito bom, quero mais.

Pedro já tinha terminado uma tigela e estendeu a mão para Melina Barbosa pedindo mais.

Sara Santos logo tentou impedir:

— Pedro, chega! Não pode beber mais!

— Não, quero sim! — Pedro sacudiu a cabeça e, impaciente, começou a se servir sozinho. Derramou um pouco na mesa e, sem hesitar, se inclinou para lamber.

Sara Santos ficou arrepiada ao ver aquilo, assustada de verdade.

Será que Pedro tinha algum gosto estranho? Como podia gostar de uma sopa tão horrível?

— Mãe, toma um pouco, é boa demais.

Percebendo o olhar da mãe, Pedro logo a convidou.

Sara Santos fez sinal negativo com a mão e balançou a cabeça:

— Pode tomar tudo, é toda sua.

Por fora, Melina Barbosa parecia calma, mas por dentro, seu coração já estava em turbulência.

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