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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 765

— Olá.

Chefe Bai estendeu a mão para cumprimentar Melina Barbosa.

Melina Barbosa correspondeu ao gesto com naturalidade e elegância.

Chefe Bai sentiu certa admiração por Melina Barbosa e disse:

— Para ser sincero, tirando minha filha, você é a primeira mulher que ousa me encarar nos olhos.

Melina Barbosa, curiosa, respondeu:

— Como pode ser? Isso deve ser algum mal-entendido das pessoas com relação ao senhor.

Chefe Bai sorriu e disse:

— Não, não é mal-entendido. Eu sou, de fato, alguém de coração duro, capaz de agir até mesmo contra mulheres.

Enquanto dizia isso, ele não desviava o olhar de Melina Barbosa.

Apesar disso, Melina Barbosa manteve-se absolutamente calma; Chefe Bai não conseguiu perceber nenhum traço de nervosismo em seu rosto.

Na verdade, ele não sabia que Melina Barbosa, por dentro, já estava bastante tensa; ela apenas fingia serenidade.

Após alguns cumprimentos, Chefe Bai os conduziu até o esconderijo dos homens.

Era naquele bar ao lado da delegacia, onde havia um corredor subterrâneo; atravessando esse corredor, eles chegaram ao cassino clandestino.

Contudo, naquela noite, o cassino estava vazio de apostadores; havia apenas seis homens ajoelhados no chão, com sacos cobrindo as cabeças.

Para Melina Barbosa, a escolha daquela noite não deixava de ser também uma aposta.

Eles estavam ajoelhados, com as mãos amarradas nas costas e o corpo marcado por ferimentos de diferentes tamanhos, como se diversos instrumentos tivessem sido usados para machucá-los.

Assim que Melina Barbosa se aproximou, sentiu o forte cheiro de sangue vindo deles.

Um enjoo súbito tomou conta dela, e Melina Barbosa não conseguiu evitar um engasgo seco.

Ao perceberem a reação frágil de Melina Barbosa, alguns homens não resistiram à provocação:

— Mandam uma mulher pra cá? Será que no Brasil não tem mais ninguém?

Chefe Bai sacou uma faca afiada; com um movimento rápido, ele cortou o fio da lâmpada acima deles. No exato momento em que a lâmpada caiu, a faca cravou-se profundamente na parede próxima.

Todos ali prenderam a respiração diante da cena e o ambiente ficou em silêncio absoluto.

O coração de Melina Barbosa disparou; dizer que não estava nervosa seria mentira.

Mas ela não podia se deixar subestimar por eles.

Respirou fundo, manteve a postura e respondeu ao homem:

— Num momento tão importante assim, não poderiam ao menos nos dar um pouco mais de tempo? Dez minutos, só isso que peço.

— De jeito nenhum, no máximo três minutos.

— Três minutos é pouco, que tal cinco? — Melina Barbosa continuou barganhando.

Enquanto negociava, ela já observava atentamente a reação dos homens. Prosseguiu:

— Afinal, vim até aqui usando o dinheiro do Tomás Cruz. Se eu gastar o dinheiro dele e não encontrar quem ele procura, ele vai ficar furioso.

Ao terminar a frase, Melina Barbosa franziu levemente as sobrancelhas; havia um traço de decepção em seu olhar.

Os homens, todos de cabeça baixa, permaneceram imóveis, como se tivessem tomado calmantes.

Encontrar uma brecha nas reações deles não seria nada fácil.

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