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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 773

— Meli, você... não me diga que está grávida? — exclamou a avó, radiante de surpresa.

Ela olhou para o ventre ainda plano de Melina Barbosa, pensando que, se realmente estivesse grávida, devia estar nos primeiros meses, por isso ainda não dava para perceber.

Se não fosse pelos enjoos de Melina Barbosa, a avó provavelmente nem teria desconfiado.

Melina Barbosa, envergonhada, assentiu com a cabeça:

— Sim.

— O Gustavo ainda não sabe, né? — a avó perguntou logo em seguida.

Pelo jeito como Gustavo Ferreira reagira no dia anterior, a avó supôs que ele realmente ainda não estava sabendo de nada.

Melina Barbosa confirmou com um aceno e explicou:

— Ainda não contei. Na verdade, eu só estou supondo, pode ser só um problema de estômago mesmo. Quero ir ao hospital fazer os exames, esperar um resultado certo antes de falar qualquer coisa.

A avó concordou:

— Está certo.

— Sobre o que vocês estão conversando aí?

Gustavo Ferreira apareceu de repente diante das duas, sem fazer barulho algum, assustando Melina Barbosa e a avó.

Melina Barbosa lançou um olhar de repreensão para Gustavo Ferreira e disse:

— Você não faz nenhum barulho quando anda? Quase matou a gente de susto.

Na noite anterior, Gustavo Ferreira dormira mal, sentindo falta de Melina Barbosa ao seu lado.

Por isso, acordou cedo, ansioso para vê-la o quanto antes.

Pegando um copo d’água, Gustavo Ferreira comentou:

— Desculpa, da próxima vez eu faço questão de pisar mais forte.

Melina Barbosa apenas olhou para ele, sem responder.

— Mas afinal, o que vocês estavam falando sobre ir ver o quê? — insistiu Gustavo Ferreira.

Melina Barbosa olhou para a avó e piscou discretamente.

A avó entendeu na hora o recado: uma notícia tão importante quanto uma possível gravidez só deveria ser contada a Gustavo Ferreira quando houvesse certeza, para evitar falsas expectativas.

Ela então respondeu:

— Que isso, somos família, não tem porque agradecer — respondeu a avó, já mandando Gustavo Ferreira terminar o café e ir logo trabalhar.

Depois, ela se voltou para Melina Barbosa:

— Meli, eu te levo ao hospital.

Melina Barbosa olhou pela janela. A neve tinha acabado de cair; mesmo já tendo sido limpa, algumas ruas ainda estavam escorregadias. Ela não queria que a avó dirigisse nessas condições, podia ser perigoso.

— Não precisa, eu peço para o motorista que o Gustavo Ferreira contratou me levar. Ir ao hospital é muito chato, tem que esperar na fila, ser chamada, fazer exame...

— Pois é, e justamente porque é chato que eu quero ir com você. Não vou dirigir, vou junto no carro, só para te fazer companhia.

A avó insistiu, e Melina Barbosa não recusou mais.

Na verdade, ela queria ficar grudada na avó o tempo todo.

— Vai lá pra sala, vou dar uma olhada no lixo da cozinha, parece que tem muita coisa para jogar fora.

— Mas não temos uma funcionária para isso? Deixa que ela resolve — comentou Melina Barbosa.

— Ora, é uma ajudinha simples, e ainda poupo o trabalho dela. Por que não fazer? — respondeu a avó, empurrando Melina Barbosa já pronta para o sofá. — Me espera aí, vou só trocar de roupa e dar uma olhada no lixo.

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