Também não percebe quem realmente está passando vergonha.
Os olhos de Marcelo Senna brilharam discretamente.
Nesse momento, a porta do escritório de Yasmin Cavalcanti se abriu e ela saiu de dentro.
De relance, Yasmin Cavalcanti viu Marcelo Senna, soltou uma risada fria e disse:
— Filho da classe média.
O olhar de Marcelo Senna escureceu. Ele encarou Yasmin Cavalcanti, as mãos cerradas em punhos.
Mas Yasmin Cavalcanti agiu como se nem o enxergasse, passando direto por ele.
— Sim, estou no escritório, já saí para encontrar vocês — disse, falando ao telefone enquanto atravessava o corredor.
Ao passar por Marcelo Senna, um traço de ironia brilhou no olhar dela.
Na verdade, nem Marina Cavalcanti conseguia ganhar sempre dela.
No entanto, na escolha de marido, as duas estavam empatadas!
Hector Matos falou para Marcelo Senna:
— Vamos.
Marcelo Senna apenas assentiu.
Hector Matos continuou:
— Na verdade, você não precisa se importar com ela. Ela não é sua esposa, só sua cunhada. Se não gosta dela, é só não conviver, simples assim.
Marcelo Senna respondeu:
— Você não entende. Ela é como um espinho entre mim e Marina Cavalcanti.
Yasmin Cavalcanti havia acabado de chegar à entrada do hospital quando viu Sheila, vestida casualmente.
Sob o sol, Sheila sorria para ela, exibindo dois arcos de dentes brancos e reluzentes, tão brilhantes que Yasmin ficou momentaneamente atônita.
Yasmin notou que Sheila dirigia o modelo mais recente de carro esportivo.
Yasmin pensou que Sheila só estava se exibindo, mas pelo visto a situação financeira dele era realmente boa.
— Doutora Cavalcanti.
Sheila a chamou, trazendo Yasmin de volta à realidade.
Ela sorriu para Sheila e disse:
— Desculpe incomodar, fez você vir até aqui.
Sheila balançou a cabeça e respondeu:
— Sem problemas, estou de folga hoje. Quando cheguei ao condomínio, lembrei do seu crachá, então já estava a caminho de casa mesmo, aproveitei e trouxe.
Sheila tirou da bolsa o crachá de Yasmin Cavalcanti:
— Aqui está.
Marcelo Senna disse:
— Por que não pergunta você mesmo?
……
Nem tinha chegado o meio-dia e Melina Barbosa já sentia o estômago roncar. Ela havia comido todos os petiscos que trouxera de casa.
Agora, o desconforto era tanto que quase estava tendo alucinações.
Melina ligou para o ramal interno, chamando Luísa Viana para trazer algo para ela comer.
— Melina, tem algo estranho... Acho que você engordou um pouco, não?
Melina levou a mão ao rosto:
— Sério?
— Sério mesmo! — garantiu Luísa Viana, cheia de certeza.
Melina perguntou:
— Ficou feio?
Luísa avaliou Melina de cima a baixo e respondeu:
— De jeito nenhum, ficou ainda mais bonita. Parece até que está brilhando.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: O Segredo do Presidente