— Não se desaponte ainda, que tal experimentar primeiro para ver o que acha? — disse a avó, sorrindo.
Sofia Palmeira, tendo seus pensamentos adivinhados, disse com um pouco de embaraço:
— Desculpe, eu tenho um paladar mais forte.
Melina Barbosa interveio:
— Vocês gostariam de alguma bebida? Posso pedir para o Daniel trazer.
— Que bebida? Não é nada saudáv...
A avó ia dizer para não beberem nada industrializado, mas ao ver que Mary Chan e Emmy Chou já haviam escolhido o que queriam, não pôde mais insistir.
Era um encontro raro e feliz, e ela não queria estragar o clima.
Não queria colocar Zeus Chou em uma posição desconfortável.
Contudo, os chás de ervas que ela havia preparado com tanto esmero teriam que ser descartados, em segredo, é claro.
Melina Barbosa disse:
— Eu quero um chá de limão siciliano batido, bem refrescante para limpar o paladar.
— Eu vou beber só uns dois goles, o resto fica para você. — Assim que Gustavo Ferreira olhou em sua direção, o sorriso no rosto de Melina congelou. Ele não disse uma palavra, mas seu olhar parecia dizer tudo.
Gustavo Ferreira sorriu e afagou a cabeça de Melina, dizendo:
— Não se preocupe, como você mesma disse, não é algo que você bebe com frequência.
Emmy Chou inclinou a cabeça, olhando para Melina, e comentou:
— Sinto que você está exausta. Estar grávida parece uma verdadeira batalha de inteligência.
Melina riu:
— Que nada! É cansativo, sim, mas não mentalmente.
O cansaço vinha do apetite que se abrira desde o início da gravidez, mas sua energia não acompanhava, fazendo-a sentir sono facilmente.
— Aquele Daniel Barbosa, dizem que é um acadêmico muito brilhante, não é? — perguntou Emmy novamente.
Por alguma razão, Emmy de repente se interessou por Daniel Barbosa, fazendo várias perguntas sobre ele.
— Sim, ele é extremamente inteligente nos estudos — disse Melina. — Com apenas dezessete anos, já concluiu o pós-doutorado e trabalha em um laboratório de pesquisa. Seu orientador e colegas gostam muito dele.
— Ele é tão desajeitado com as palavras, por que eles gostariam dele? — questionou Emmy.
— Que estranho, será que alguém está falando mal de mim?
Com os braços cruzados sobre o peito, ela olhou para Sheila, que bloqueava seu caminho, e disse, irritada:
— Eu vim procurar meu irmão e minha cunhada, por que não posso entrar?
— Por favor, contate os moradores que procura. Apenas após a confirmação deles comigo, poderei permitir a sua entrada — disse Sheila, com uma expressão séria.
Elisa revirou os olhos, exasperada.
— Eu já não lhe disse? Não consigo falar com eles.
— Liguei para os dois, mas ninguém atendeu!
— Eu até sei o número do apartamento. Se eu lhe disser e subir, não pode ser? — Elisa sentiu que aquilo era um claro abuso de autoridade.
Yasmin Cavalcanti passou por ali naquele momento e viu Elisa.
— Elisa, o que faz aqui? — perguntou ela.
— Dra. Cavalcanti, a senhora a conhece? — perguntou Sheila.

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