No instante em que Daniel Barbosa viu Emmy Chou, um brilho de alegria passou por seus olhos.
— O seu chá cremoso está aqui — disse ele.
— Uau!
Emmy Chou agarrou o chá da mão de Daniel e se afastou.
Ela não disse "obrigado", mas Daniel sorriu feliz.
Elisa Ferreira, observando de lado, achava Daniel cada vez mais estranho. Como ele podia sorrir ao ser tratado daquela forma? Era tolo?
— Elisa Ferreira, você também veio?
O olhar de Melina varreu o ambiente e pousou em Elisa.
Elisa, com as mãos na cintura, parecia procurar encrenca com alguém enquanto entrava, bufando.
Ela se aproximou de Melina e disse, irritada:
— Você vai me explicar por que não me convidou para o jantar? E por que não me deu um cartão de acesso?
Emmy Chou, que bebia seu chá, olhou para Elisa e disse:
— Querer saber o porquê de tudo só vai prejudicar a si mesma.
Será que ela não tinha a menor noção do motivo pelo qual não a queriam ali?
Elisa lançou um olhar cortante em direção a Emmy.
Mas Emmy não se intimidou. Fingindo medo, ela se aconchegou em Zeus Chou e chamou:
— Papai!
Zeus, que conversava animadamente com a eloquente Sofia Palmeira, virou-se imediatamente ao ouvir o chamado de Emmy. Com um olhar preocupado, perguntou:
— Sim? O que foi?
Emmy olhou na direção de Elisa, como se dissesse: "O que você pode fazer comigo?".
Elisa pensou consigo mesma que aquela garotinha era cheia de truques.
— Tenho tripofobia.
Emmy fez uma careta para Elisa e voltou a beber seu chá alegremente.
Elisa também perdeu o interesse em pedir um cartão de acesso a Melina e sentou-se a um canto, entediada, mexendo nos dedos.
— Vamos abrir as caixas surpresa para ver quem encontra o item raro.
— Vamos lá, quem tem medo?
Nesse momento, a avó se aproximou e disse:
— Vocês não podem encher a barriga primeiro e brincar depois?
— Podemos! — respondeu Emmy, animada.
Elisa nunca havia provado a comida da avó e não estava muito interessada.
Contudo, como todos foram para a mesa, ela só pôde acompanhá-los.
Quando ouviu que seria um fondue, ficou inicialmente interessada, mas ao ver a canja na mesa, seu apetite desapareceu por completo.
— Isso... isso é fondue?
A reação de Elisa naquele momento foi idêntica à de Sofia Palmeira mais cedo.
No entanto, a impressão que tinham do fondue de canja de arroz logo foi desfeita.
— Eu sempre ouvia o pessoal da Cidade G falar sobre como a comida deles tem um frescor delicioso, mas nunca entendi. Só depois de provar este fondue de canja que descobri o quão saboroso pode ser! — disse Elisa, que não resistiu e mergulhou outro pedaço de carne no caldo.

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