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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 834

Melina pensou que aquilo era um incômodo. Ela já estava fora há um bom tempo e precisava voltar ao trabalho.

— Não precisa, você já o conhece — disse Gustavo.

Ele fez uma pausa e acrescentou:

— Mas, fique atenta e cuide da sua segurança.

Melina ergueu as sobrancelhas.

— Vocês vão brigar fisicamente?

— Não é impossível — respondeu Gustavo.

Melina protegeu a barriga com as mãos, recuou alguns passos e encontrou um canto.

— Aqui é mais seguro.

Gustavo achou graça da atitude dela, que parecia esperar ansiosamente pelo desenrolar da cena. Ela realmente não escondia seus pensamentos.

Para não decepcionar Melina, Gustavo abriu a porta.

Ao ver Gustavo, Tadeu Ferreira exclamou, agitado:

— Não disseram que você estava muito ocupado?

— De fato, estou muito ocupado, mas se tem algo a dizer, diga logo — respondeu Gustavo.

Tadeu bufou.

— Por que suspendeu todos os meus projetos? Está me perseguindo de propósito?

Tadeu esperava que Gustavo negasse ou, pelo menos, fosse mais diplomático.

Inesperadamente, Gustavo disse diretamente:

— Exatamente.

— Gustavo Ferreira, seu desgraçado!

Tadeu ergueu o punho para golpear Gustavo, que recuou alguns passos.

De repente, Tadeu sentiu que algo estava errado. Virou a cabeça e viu Melina com o celular apontado para ele.

Naquele momento, ele entendeu tudo. Era uma armadilha de Gustavo e Melina!

— Impossível! — disse Gustavo. — E mais, os custos desses investimentos terão que ser cobertos pelo senhor.

Tadeu sentiu que seus pulmões iam explodir de raiva. Apontou para Gustavo, furioso, e disse:

— Gustavo Ferreira, você está se ouvindo?

— E então? — respondeu Gustavo.

— Isso é um assunto da empresa, por que eu deveria arcar com os custos sozinho?

— A empresa não aprovou esses projetos, foi uma decisão sua, unilateral. Tanto nos materiais quanto nos diversos investimentos, você usou produtos de qualidade inferior...

Os olhos de Tadeu piscaram.

— Você... você tem provas?

Gustavo olhou para Tadeu e riu com desdém.

— Tio, o que você acha? Se eu não tivesse provas, faria isso?

— Há oito anos, no acidente da mina, você usou os trabalhadores da obra como bodes expiatórios. Você ainda se lembra disso?

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