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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 846

Gael Teixeira pegou os copos apressadamente e disse:

— Não precisava se incomodar tanto.

— Não é incômodo nenhum. Esperem só um momento — disse Luísa Viana.

Dito isso, Luísa Viana voltou apressadamente para a cozinha. Gael Teixeira ouviu uma série de ruídos vindos de lá e, logo depois, sentiu o cheiro de ervas medicinais.

Pouco tempo depois, Luísa Viana saiu da cozinha e disse, um pouco tímida, a Gael Teixeira:

— Desculpe pela demora.

Gael Teixeira observou Luísa Viana se aproximar, sentindo seus olhos marejarem e uma onda de emoção tomar conta de seu coração.

Não era exatamente essa a vida de casado ideal que ele sempre desejara?

— O tratamento está um pouco quente — disse Luísa Viana. — Minha mãe disse que, se não estiver quente, o efeito não é tão bom.

Gael Teixeira assentiu levemente, franzindo os lábios.

— Entendi.

Embora Gael Teixeira estivesse mentalmente preparado, quando a compressa de ervas foi aplicada em sua perna, ele ainda sentiu a queimadura.

Gael Teixeira olhou na direção de Luísa Viana e notou que as mãos dela estavam vermelhas.

Uma pontada de compaixão passou pelos olhos de Gael Teixeira. O que ele fizera para merecer tanto cuidado de Luísa Viana?

Se fosse Yasmin Cavalcanti, ela jamais faria algo assim por ele.

Gael Teixeira segurou a mão de Luísa Viana e disse:

— Suas mãos já estão vermelhas de tão queimadas. Deixe que eu mesmo aplico.

Luísa Viana parou de repente, e seu coração começou a bater descontroladamente.

— Eu... — Luísa Viana engoliu em seco, nervosa. Sentia a garganta em chamas, mal conseguindo falar.

Gael Teixeira também percebeu seu próprio comportamento inadequado. Ele soltou rapidamente a mão de Luísa Viana e olhou na direção de Cur.

Ao ver que Cur estava completamente absorto assistindo à televisão, sem perceber o que acontecia entre eles, ele soltou um suspiro de alívio.

Quando se virou, Luísa Viana, com o rosto corado, já tinha corrido para a cozinha.

— Que bom. Espero que não surjam mais problemas — disse Melina Barbosa.

A mão de Gustavo Ferreira repousou cuidadosamente sobre o abdômen de Melina Barbosa.

— Ouvi dizer que em algum momento o bebê começa a se mexer. Você já sentiu algo?

Melina Barbosa riu e deu um tapinha nele.

— Que desatento. Tão pequeno, como eu poderia sentir algo? Espere até ele crescer um pouco mais, talvez com três ou quatro meses.

Gustavo Ferreira suspirou.

— Sinto que não estou participando muito da sua gravidez. Só posso vê-la passar mal, e isso me deixa desconfortável.

— Não diga isso. Você está participando agora, não está? Está me ajudando a passar óleo para evitar estrias. E depois que o bebê nascer, você vai ajudar a cuidar dele, não vai? Isso também é participar.

Melina Barbosa segurou a mão dele e disse:

— Eu sei que você realmente se importa comigo, não é só da boca para fora. E isso é o suficiente.

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