As palavras de Valéria Barbosa eram verdadeiras.
Agora era inverno, e Melina Barbosa usava um casaco grosso. De pé, sua barriga não era visível, mas assim que se sentava, ficava evidente.
A barriga de Melina Barbosa parecia consideravelmente maior do que antes.
— Você está esperando gêmeos?
Na época, ela apenas ouviu que Melina Barbosa estava grávida, mas não perguntou mais nada.
Afinal, não era da sua conta.
Mas, às vezes, a curiosidade fala mais alto.
Melina Barbosa disse:
— Sim, no exame apareceram dois sacos gestacionais.
Valéria Barbosa disse:
— Então faz sentido. Mas por que você não contou para a família?
Melina Barbosa respondeu:
— Pensei que, de qualquer forma, todos saberiam quando nascessem, então não disse nada.
Valéria Barbosa comentou:
— Você é uma moça realmente peculiar.
Melina Barbosa sorriu e continuou a comer.
Gustavo Ferreira sentou-se silenciosamente ao lado, observando Melina Barbosa comer.
Mesmo sem fazer nada, apenas vê-la comer cada pedaço com felicidade o deixava satisfeito.
Agora, grávida, Melina Barbosa temia comer demais, e os bolos eram bastante doces.
Para controlar a quantidade e ainda assim provar de tudo, ela pediu vários tipos de bolo, comia um pouco de cada um e passava o resto para Gustavo Ferreira.
Gustavo Ferreira não gostava de doces. Se o sabor era bom, ele comia mais alguns pedaços; se não gostava, deixava de lado.
De repente, ouviu-se uma discussão ao lado.
— Estou grávida agora, qual o problema de querer comer um doce? — a mulher disse, magoada, para o homem ao seu lado.
O homem franziu a testa e tentou acalmá-la:
— O médico disse que não é bom comer doces. Coma só um pouco.

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