— Está a mentir! — O homem já estava com a consciência pesada, mas ainda assim negou com toda a convicção que conseguiu reunir.
— Eu chamo-me Saulo Ferreira, é apenas uma coincidência de nomes!
Gustavo Ferreira disse:
— Se é um mal-entendido ou não, descobriremos com uma simples verificação.
— Parece que o Saulo Ferreira também veio fazer a prova hoje, não é? Vou ligar para ele — disse Gustavo Ferreira.
Gustavo Ferreira ligou para Saulo Ferreira, mas o telemóvel dele estava sempre desligado, impossibilitando o contacto.
— Foi apenas um mal-entendido. Se me deixarem ir, não guardarei ressentimentos — disse o homem.
— Deixá-lo ir? Impossível! — Elisa Ferreira, ao pensar no que acabara de acontecer, rangeu os dentes de raiva.
Ela disse:
— Gustavo, não podemos deixá-lo ir, senão as minhas feridas terão sido em vão!
Elisa Ferreira, como um coelhinho ferido, estendeu a mão para Gustavo Ferreira de uma forma lastimosa.
Gustavo viu que a mão dela estava arranhada por causa da queda, embora não fosse grave.
No entanto, havia muitos pequenos cortes na palma da mão, com minúsculas gotas de sangue a brotar, o que lhe conferia um ar bastante digno de pena.
Na verdade, Gustavo Ferreira sabia muito bem que Elisa Ferreira estava apenas a fazer um drama.
Mesmo que Elisa Ferreira não estivesse a fazer-se de coitadinha, Gustavo chamaria a polícia.
Saulo Ferreira deveria ter pensado nas consequências antes de fazer algo assim!
— Vou chamar a polícia para que eles resolvam isto — disse Gustavo Ferreira.
O homem olhou para Gustavo Ferreira e os outros e, sem mais nada a perder, disse:
— Vocês vão arrepender-se!
Elisa Ferreira sorriu, satisfeita.
Ela saltou como um coelho na direção de Daniel Barbosa, ergueu a cabeça para olhá-lo e disse:

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