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Armadilha Para uma Noiva em Fuga romance Capítulo 1

O movimento no escritório era intenso, a impressora trabalhava quase sem parar e documentos eram anexados e assinados.

— Bem, e o que pretende fazer depois que encerramos por aqui? — perguntou Natália Moretti, ajeitando a pasta de documentos sobre a mesa.

— Pretendo voltar para o escritório no Rio. — respondeu Cristina Farias, sem desviar o olhar da pilha de papéis que organizava. — E você? já que seu contrato com a empresa terminou? Eles gostaram muito dos seus serviços e estão dispostos a te contratar definitivamente.

Natália respirou fundo, cruzando os braços como quem se protegia de um pensamento incômodo.

— Ainda não sei. Eu só aceitei esse trabalho para ficar bem longe do Ricardo e do Rio.

Cristina arqueou as sobrancelhas, curiosa.

— Você ainda não superou aquele canalha, não é?

Natália apenas assentiu, tentando afugentar as lágrimas. A dor ainda era muito forte e o coração parecia uma ferida aberta como se nunca fosse cicatrizar.

— Então, por que não vai para a Europa? Você é fluente em várias línguas, arrumaria um emprego facilmente. O Thomas tem uma agência na França e, se depender de mim, darei ótimas referências.

Natália deu um sorriso breve, mas sem entusiasmo.

— Pode ser… Mas primeiro vou voltar para meu estado. Aceitei a proposta para pesquisar e elaborar um projeto que criará um novo polo turístico. O Espírito Santo tem um potencial enorme, que começa a ser notado pelo restante do país e até do mundo.

Cristina apoiou-se na mesa, interessada.

— E o que tem lá de tão especial, se mal falam dele nas mídias?

— Belas praias, serras com clima europeu… — Natália gesticulava, como se já estivesse vendo os cenários diante dos olhos. — Você sai da praia e, em poucas horas, está em um chalé nas montanhas, tomando vinho em frente a uma lareira.

Cristina sorriu.

— Falando assim, parece mesmo um destino ideal para todos os gostos.

— Sim, e com um bom plano estratégico podemos mostrar isso ao mundo.

Houve um instante de silêncio, quebrado apenas pelo som dos grampeadores e vozes distantes de outros setores. Cristina fechou uma pasta, suspirando levemente.

— Não vou mentir pra você, Nat… vou sentir falta daqui.

Natália a fitou surpresa.

— Sério? Pensei que não suportava São Paulo.

— A vida noturna tem seu charme, os bares, as boates e… os homens, é claro. — completou, com um brilho malicioso nos olhos.

Natália riu, mas um riso amargo. Diferente da amiga, evitava homens a todo custo. Sempre que saíam juntas, Cristina se divertia com as paqueras da noite, enquanto Natália dispensava todos.

As duas, embora diferentes na aparência, chamavam atenção por onde passavam, não apenas pela altura um pouco acima da média, mas também pelo magnetismo que irradiavam.

Cristina representava a beleza tipicamente brasileira: cabelos castanhos que caíam em ondas suaves, olhos escuros e profundos, e um corpo de curvas bem delineadas. Já Natália carregava em si a herança europeia evidente em seus traços delicados: grandes olhos azuis, de brilho intenso e expressivo, cabelos loiro-dourados que refletiam a luz como fios de sol. Seu corpo esguio, com cintura fina, quadris largos e pernas longas bem torneadas, conferia-lhe uma elegância quase etérea. Juntas, contrastavam e ao mesmo tempo se completavam, formando um duo impossível de passar despercebido.

— O que foi? Nem todos são uns cretinos como Ricardo? — Cristina colocou a mão na cintura e fingiu indignação teatral.

Capítulo 01 1

Capítulo 01 2

Capítulo 01 3

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