— Claro que não. — Cristina continuou com seu plano. — Esse Carlos não conhece a Cecília, basta você colocar uma peruca, óculos escuro e uma maquiagem mais pesada para disfarçar a sua pele clara e assim assumir a identidade de Cecília.
— Vocês esqueceram de um detalhe. — Natália estava achando um absurdo. — E o senhor Fernando? O que acha que vai acontecer quando eu me encontrar com ele?
— Mas você não precisa encontrar com ele. — Cristina abraçou a ideia. — Já que ele tem que parar em alguma cidade no caminho, no terceiro dia você arruma uma desculpa que está passando mal e entra num restaurante, em algum lugar tira a peruca troca de roupa e sai toda plena loiríssima e com esses olhos cor de safira hipnotizantes. Quando sentirem sua falta não vão encontrar porque estarão procurando uma morena, não uma loira.
Natália estava a ponto de dizer que Cristina tinha perdido totalmente o juízo de vez, mas Cecília pulou da cama com os olhos cheios de esperança.
— Por favor, Nat…por favor. — Implorou ela segurando as mãos de Natália e com o olhar mais suplicante que já vira.
— Não me olhe assim… Não posso fazer isso. É loucura demais… não vai dar certo. — Natália não podia acreditar que Cecília estava dando crédito a Cristina
— Por que não? É só fazer como a Cristina disse e usar minhas roupas. — Cecília realmente estava empolgada e começou a dar pulinhos enquanto segurava as mãos de Natália.
— E como a viagem é longa pode fingir que está passando mal e evitar conversar para não cair em contradição. — Cristina chegou perto das duas com o olhar brilhando diante do plano mirabolante.
— Pode ter certeza que já estou doente só de ouvir vocês duas. — Natália olhou de uma para outra. — Vocês estão completamente malucas ao pensar nisso.
Cristina colocou as mãos na cintura.
— Foi você que disse que faria qualquer coisa para impedir que ela se casasse com o senhor Fernando. Cecília e Pedro precisam de tempo para poderem oficializar o casamento e você pode conseguir esse tempo para eles.
— É verdade, Nat… — Cecília começou a chorar só de pensar em não ver Pedro novamente. — Se eu entrar naquele carro, nunca mais verei o Pedro novamente.
— E se esse Carlos começar a fazer perguntas? E se cometer um erro, dizer algo que me denuncie? Como viajar quilômetros em silêncio?


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