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Arrependimento após a Rejeição romance Capítulo 32

Ponto de vista do Bastien

"Já chega." Interrompo as vozes alteradas: Selene jurando inocência, os executores argumentando que as evidências são contra ela, e Aiden pedindo calma. "Isso não está nos levando a lugar nenhum, e a nossa prioridade é encontrar Arabella."

Ninguém se reprime mais do que a Selene sob a força do meu comando, e eu gostaria de poder confortá-la. Minha raiva é pelos executores, não por ela.

"Os nossos melhores rastreadores já estão fazendo a busca, Alfa." Danvers fala, resignado. "Já recebi a notícia de que os homens que você enviou se encontraram com a equipe."

"Eles seguiram o cheiro da Bella até a Cidade Nova." Aiden confirma. Então, usando o nosso link mental, ele acrescenta. "Se fosse eu tentando incriminar a Selene, levaria Arabella para a casa de Garrick."

Ele tem razão. É a única propriedade que Selene possui que é só dela, e o último lugar que qualquer um de nós iria. "Vamos."

Aiden sai marchando logo após o meu pedido, sem dúvida para ir buscar o carro enquanto eu levo os executores para fora da sala. "Temos uma pista." Anuncio. "Quero todos prontos para partir em cinco minutos."

A testa de Danvers franze. "Que pista?"

"Explicarei no caminho." Mudo o foco e convoco a minha mãe e os guardas para entrarem novamente na sala de segurança.

"Você vai sair?" A vozinha de Selene me surpreende. "Agora?"

"Sim."

"E se for uma armadilha?" Ela me interrompe pela segunda vez. "Você deveria deixar os executores irem primeiro para se certificar de que é seguro antes."

Nem considero a sugestão. Nunca fugi de uma luta antes e não pretendo começar agora. "Preciso estar lá para a Arabella."

"Por favor, não vá, Bastien." Selene sussurra com os olhos azuis e violetas brilhando.

"Eu tenho que ir." Quando vejo os guardas posicionados na porta mais uma vez, ordeno. "Não deixem ninguém entrar até eu voltar."

"Espera." Pés minúsculos correm atrás de mim, quase silenciosos no tapete persa. "Você vai nos trancar aqui de novo?"

Eu me viro e encaro a angústia estampada no rosto da minha esposa. "Prometo que você estará segura."

Selene pisca, e sua confusão e medo são eclipsados pela indignação. "De quê?" Ela sibila, soando totalmente diferente da companheira que conheço. "Pensei que eu fosse a sequestradora. Por que tenho que ficar trancada se sou eu quem está causando tudo isso?"

A raiva dela é totalmente justificada, mas não tenho tempo para apagar este incêndio, não quando outro arde fora de controle. Preciso garantir que a minha companheira esteja segura, e os executores querem mantê-la trancada a sete chaves até que ela seja descartada como suspeita.

Soltando um suspiro cansado, diminuo a distância entre nós e coloco os meus lábios no seu ouvido. "Não torne isso mais difícil do que tem que ser, Selene."

"Eu não estou fazendo isso!" Ela resmunga.

"É isso ou a custódia do executor, querida." O carinho soa falso em meu tom cortante. "Qual você prefere?"

É mentira, mas ainda estamos no meio de todos. Não tenho a intenção de permitir que os executores se aproximem de Selene, independente de qualquer outra evidência falsa que encontrem, mas não posso revelar isso - ainda não. Seria visto como corrupção, e preciso dos investigadores do meu lado até que Arabella esteja segura e a ameaça seja neutralizada. Não posso correr o risco de perder o apoio deles indo contra a lei.

"Oh." A ameaça atinge o alvo com um impacto devastador, e eu gostaria de poder retirar as palavras. "Então, você não está me protegendo." Ela resume. "Está me colocando em uma prisão domiciliar."

"Eu não me importo com o nome que você dá a isso, desde que você fique aqui."

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Ponto de vista da Selene

"Isto é ridículo." Desabafo. "Onde di*bos eles pensam que eu a estou escondendo?" Minhas mãos gesticulam loucamente até eu parar na frente de Odette. "Eles acham que sou uma vilã tão boa que tenho um covil secreto em algum lugar sob a montanha?"

"Não acho que a lógica tenha algo a ver com isso, querida." Odette tenta me acalmar, bastante alerta, como não a via havia muito tempo. Ter que me dar conforto parece ter deixado de lado sua tristeza, mesmo que apenas por um tempo. "Os executores não são treinados para questionar evidências, apenas para coletá-las."

"Eu sei." Resmungo. "Mas eu não consigo acreditar que Bastien esteja concordando com isso. Ele não me conhece bem?"

"Acho que ele só está com medo por Bella." Ela afirma. "Ela sempre foi um ponto fraco dele."

"Mesmo assim..." Eu insisto, incapaz de deixar o assunto de lado. "Vamos supor que eu quisesse sequestrar a Arabella e realmente tivesse encontrado uma maneira de fazer isso. Onde eu poderia aprisioná-la? O que eu deveria estar fazendo com ela? Não há resgate nem corpo. Além disso, estou aqui basicamente 24 horas por dia, 7 dias por semana, desde antes de ela ser levada. Então como eu poderia torturá-la?" As palavras saem de mim em um frenesi. "E eles saberiam se eu tivesse contratado alguém para fazer isso por mim, porque todo o meu dinheiro é do Bastien!"

"Você tem razão." Ela concorda, de repente ficando alerta com um novo brilho no olhar. "Tudo o que você tem é do Bastien."

Capítulo 32 1

Capítulo 32 2

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