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Arrependimento após a Rejeição romance Capítulo 31

Ponto de vista da Selene

Ficar trancada com enjoo é ainda menos divertido do que ficar trancada sem nada para fazer – especialmente quando se está confinada com uma série de pessoas que não podem saber que você está grávida.

Estou tomando o remédio para náuseas como se fosse bala de menta já faz quase três horas e, por isso, também me pergunto se é possível ter uma overdose. Meu estômago está finalmente começando a acalmar, mas o tédio não está melhorando.

Bastien não explicou nada quando me jogou aqui com a Odette e os guardas, simplesmente anunciou, "é uma emergência" e que precisávamos "ficar ali" até que ele voltasse. Poderia ser mais fácil aceitar a situação se soubéssemos o que está acontecendo, e minha sogra não está muito melhor do que eu.

"Tente não se preocupar, Odette." Tento aliviar a tensão pela décima vez. "Tenho certeza de que Bastien está seguro."

"Receio que nenhum de nós esteja seguro." Ela responde, séria. "O Bastien não vai admitir isso, mas eu sei que há mais coisa por trás de toda essa história do que ele está deixando transparecer. Muita coisa deu errado ultimamente."

"Eu sei." Concordo. "Mas ficar ansiosa com o que não podemos controlar ou prever só vai piorar tudo."

Odette parece querer retrucar, mas antes de começar a falar, sua expressão muda e ela se levanta. "Ele voltou."

Cheiro o ar, percebendo que ela está certa antes de poder me questionar por que ou como estou fazendo isso.

"Ele não está sozinho." Ela anuncia.

"Aiden?" Sugiro.

"Não... executores."

Posso ouvir passos agora, são tantos que se misturam em uma estranha cacofonia. Eles avançam pelo corredor até que os ferrolhos que trancam a porta giram, e a folha de madeira se abre com tanta força que ricocheteia contra a parede.

Bastien se eleva no centro do batente, flanqueado de ambos os lados por executores robustos. Congelo onde estou sentada enquanto Odette corre para ele. "Querido, o que aconteceu?"

"A Arabella foi sequestrada." Ele declara rispidamente.

Os olhos da minha sogra se arregalam, e suas mãos se fecham sobre a boca. "Oh, Deusa."

Não tenho certeza do que pensar. A princípio, tudo que consigo processar é a raiva na expressão de Bastien. Ele deve estar louco de preocupação, para não mencionar enfurecido que alguém faria uma coisa dessas. Então eu me pergunto quem seria burro o suficiente para sequestrar a futura esposa do Alfa, e logo me lembro dos lobos do Bando Gemini e sua provocação no memorial, bem como do assassino ainda desconhecido de Gabriel.

No entanto, a dúvida atormenta a minha mente. Eu sei do que Arabella é capaz, e sei como ela deve estar chateada por ter o casamento adiado dessa forma. É possível que a crueldade dela não se estenda apenas a mim? Ela faria o homem que ama passar por tanta dor para conseguir o que deseja?

Tão rápido quanto cogito a ideia, a vergonha cresce no meu peito. Que coisa horrível e cínica de se pensar. A vida de uma mulher está em perigo e estou questionando se ela planejou tudo. Apenas um sociopata completo planejaria tal trama.

"Precisamos falar com a Selene." O comando de Bastien ressoa pela sala antes que eu possa acompanhar a conversa de canto que ele tem com a mãe.

Quando estamos a sós com os executores, abordo o meu marido. "Eu sinto muito." Falo honestamente. "Que coisa horrível."

Mas não é Bastien quem me responde. "Por favor, sente-se sra. Durand."

Eu viro o olhar para o investigador que falou, notando a maneira como os outros homens parecem se submeter a ele. Ele deve estar no comando.

Embora eu queira fazer umas cem perguntas, obedeço, e me sento na cadeira que dividia com a Odette.

Bastien atravessa a sala com um semblante ilegível. "Selene, quando você viu a Arabella pela última vez?"

A imagem de Arabella beijando Bastien ao sair do escritório dele depois da meia-noite aparece na minha mente, tão condenatória quanto era na realidade. "Na noite passada." Estou falando com o chão, incapaz de olhar para eles. "Era tarde, e eu estava preocupada que você ainda estivesse trabalhando, então fui buscá-lo. Mas vi Arabella saindo do seu escritório."

"E você não a viu ou falou com ela desde então?" Bastien pergunta.

"Não." Murmuro.

Quando finalmente levanto os olhos, vejo os executores trocando olhares cúmplices. O investigador principal intervém. "Sra. Durand... como você descreveria o seu relacionamento com a sra. Winters?"

Meu cérebro revira nossas últimas interações; desde o nosso encontro no café, até o ataque dela nas escadas e o nosso confronto fora da joalheria. "Não somos amigas, se é isso que você quer saber."

Eufemismo do ano.

"Entendo." O homem assente. "Você sabe lutar?"

Pela primeira vez me ocorre que posso ser uma suspeita. Afinal, por que mais eles estariam me questionando dessa maneira? "Nós discutimos." Tento protelar o assunto. A última coisa da qual preciso é contar a eles quantas vezes a Arabella me ameaçou. O meu marido me deixando por ela já me daria motivos de sobra para querê-la fora do caminho.

"Como a discussão que vocês tiveram quando a empurrou escada abaixo?" Um dos executores pergunta.

Capítulo 31 1

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