Quando Gilberto apareceu com Olivia, todos os presentes se viraram para olhá-los.
Olivia, intimidada por tantos rostos desconhecidos, parou de andar.
— Papai...
Gilberto parou e olhou para ela, notando a apreensão em seu pequeno rosto.
Após alguns segundos, ele estendeu a mão.
Olivia olhou para a mão do pai e colocou a sua sobre a dele.
De mãos dadas com o pai, a ansiedade de Olivia diminuiu um pouco.
E assim, a dupla, um grande e um pequeno, apareceu diante de todos.
Por um momento, ninguém falou nada, pois todos compartilhavam o mesmo pensamento.
Aquela cena era estranhamente peculiar.
Gilberto, no entanto, parecia perfeitamente natural. Ele olhou para as pessoas e disse com voz grave:
— Minha filha, Olivia.
Houve um momento de silêncio, enquanto todos se entreolhavam, um misto de surpresa e curiosidade.
Afinal, eles sabiam que Gilberto não era próximo da filha.
Olivia, sendo uma criança muito educada, acenou com a mãozinha.
— Olá, tios e tias. Eu sou a Olivia.
Pérola encarou o rosto de Olivia, cerrando os punhos. Por tantos anos, ela havia ignorado essa questão.
Mas logo em seguida, ela abriu um sorriso gentil e se aproximou.
— Olá, Olivia. Eu sou amiga do seu pai. Pode me chamar de Tia Pérola.
Olivia olhou para o rosto de Pérola e disse de repente:
— Eu te conheço.
A declaração fez com que todos os olhares se voltassem para Olivia.
Inclusive o de Gilberto.
Pelo que ele se lembrava, era a primeira vez que levava Olivia a um evento.
Mas Olivia logo esclareceu a dúvida de todos.
— Eu sempre vejo você com o meu papai na televisão. Tia, você e o meu papai são muito amigos?
A inocência infantil da pergunta deixou Pérola visivelmente sem graça. O sorriso em seu rosto congelou.
— Tio, eu tenho cinco anos.
— Cinco anos, hein? Tem bolo ali. Quer que o tio te leve para comer um pedaço?
Olivia virou-se para Gilberto, como se pedisse permissão para ir.
Gilberto soltou a mão dela, mas ainda a advertiu:
— Coma pouco.
— Obrigada, papai.
E assim, Olivia foi levada para longe.
Norberto não conseguiu se conter e foi o primeiro a perguntar:
— O que está acontecendo? Por que você a trouxe?
Gilberto, com as mãos nos bolsos, lançou-lhe um olhar indiferente.
— Não posso trazê-la?
— Não foi isso que o Norberto quis dizer. É que todos nós ficamos um pouco surpresos de você trazer a Olivia. Mas a culpa é sua, por protegê-la tanto que nunca a vemos.
Pérola assumiu a conversa, e Norberto, olhando para ela, concordou com a cabeça.

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