— Quatro anos. — Ele começou, com a voz muito fraca.
Marcos Lima assentiu: — Sim, quatro anos.
Adilson Ferreira sorriu.
Naquele sorriso, não havia calor.
— Aqueles anos em que ela esteve no exterior foram bem emocionantes.
Marcos Lima não ousou responder.
Adilson Ferreira virou-se e olhou para ele.
— Providencie, — ele disse, — faça outro teste de DNA em Erasmo Ramos. Secretamente.
Marcos Lima hesitou por um momento.
— Mas Sr. Ferreira, já não fizemos um antes...
— Faça de novo. — Adilson Ferreira o interrompeu.
Marcos Lima assentiu: — Sim.
Ele fez uma pausa e disse novamente: — Sr. Ferreira, a Propriedade Rothschild... recusou de novo. Ainda disseram que não têm tempo.
Os dedos de Adilson Ferreira se apertaram levemente.
As cinzas do cigarro caíram.
— Continue enviando. — Ele disse.
Marcos Lima assentiu e virou-se para sair.
— Espere.
Marcos Lima parou.
Adilson Ferreira caminhou até a janela e olhou para fora.
— Vá resolver isso.
Marcos Lima respondeu, fechou a porta suavemente e saiu.
Só restou Adilson Ferreira no quarto.
Ele estava de pé em frente à janela, deu uma longa tragada no cigarro e soltou lentamente.
A fumaça subiu sob a luz do sol e se dissipou.
Ele olhou pela janela na direção daquele prédio, com um olhar sombrio.
—
Quarto 1705.
O som da água ecoava no banheiro.
Berta Ramos estava sob o chuveiro, a água quente lavando seu corpo. Ela olhou para si mesma, aquelas marcas em seu corpo pareciam marcas de vergonha.
Ela pegou o sabonete líquido e esfregou com força as marcas vermelhas no pescoço.
Ela esfregou a pele com força até ela ficar vermelha e começar a doer.
Mas aquelas marcas ainda estavam lá.
Ela parou e olhou para si mesma no espelho.
O vapor embaçou o espelho, só se via vagamente um contorno.
Sua mão se apertou lentamente.
— Leon... — ela disse baixinho, a voz ecoando no banheiro, — seria tão bom... se você morresse.
—
No centro de Paris, no apartamento de Leon.
Leon abriu a porta e entrou.
A luz da sala estava acesa, e havia uma pessoa sentada no sofá.
Sua noiva, Chloe.
Ela usava um vestido cor de champanhe, o cabelo cuidadosamente arrumado e uma maquiagem requintada no rosto. Mas aqueles olhos, neste momento, estavam fixos nele, como duas bolas de fogo ardente.
— Onde você estava? — Ela começou, com a voz aguda.
Leon olhou para ela e não disse nada.
Ele jogou o casaco no sofá e foi direto para o banheiro.
Chloe se levantou e o seguiu.
— Eu perguntei onde você estava!
Leon continuou a ignorá-la.
Ele entrou no banheiro e fechou a porta.
Chloe ficou do lado de fora da porta, tremendo de raiva.
Depois de um tempo, ela abriu a porta bruscamente.
Leon estava sob o chuveiro, a água escorrendo por seu corpo forte.

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