O sedã preto parou suavemente do lado de fora dos imponentes portões de ferro esculpido da antiga casa da família Ferreira.
Tereza Viana abriu a porta do carro, e o ar levemente frio da manhã bateu em seu rosto, trazendo o cheiro fresco da vegetação do pátio. Ela se endireitou, arrumou a gola da roupa, apagou completamente o último vestígio de cansaço do rosto e adotou a sua habitual expressão calma.
— Vou te esperar no carro. — Beatriz abaixou a janela, com um tom calmo, mas com um olhar de apoio silencioso. — Se precisar de mim, me chame a qualquer momento.
— Certo. — Tereza Viana concordou com a cabeça e se virou em direção àquele portão pelo qual entrara e saíra inúmeras vezes, mas que nunca sentiu ser realmente a sua "casa".
O mordomo Rinaldo já estava esperando na porta; ao vê-la, mostrou uma expressão de alívio, embora seu olhar contivesse certa complexidade e hesitação. — Sra. Tereza, a senhora chegou. O patrão está esperando no escritório. — Ele se virou para guiar o caminho, hesitou um pouco e baixou a voz para alertar: — O Senhor... também está em casa, e o humor dele não parece muito bom.
Tereza Viana não parou de andar, apenas murmurou um "hm" indiferente para indicar que havia entendido. O que ela tinha a ver com o humor de Adilson Ferreira?
Atravessando o pátio familiar e o corredor adornado com quadros famosos, a porta do escritório estava entreaberta. Tereza Viana estava prestes a levantar a mão para bater na porta quando, de repente, uma mão se esticou na diagonal, agarrando bruscamente o pulso dela com grande força!
— Tereza Viana!


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