Agora, só de imaginar que Jennie poderia ter se enfiado na cama de outro, o humor dele azedou na hora.
Ela deveria ser dele.
Mesmo tendo desejado que ela sumisse do mapa, mesmo tendo incentivado a mãe dela a vender Jennie, enquanto ele não desse o aval, Jennie não poderia simplesmente ir deitar com outro homem.
Ainda mais agora, que Jennie estava tão bonita, ele não queria "desperdiçar".
No mínimo, ela deveria esperar até ele se cansar e, aí sim, ser chutada por ele sem a menor cerimônia.
E não Jennie, tomando a iniciativa de procurar outro cara por conta própria.
A raiva subiu queimando no peito.
Raul avançou em poucos passos e agarrou o pulso de Jennie.
"Estou perguntando para você! Veio aqui encontrar quem?!"
O ciúme do homem transbordou nesse momento.
Só que, antes que ele terminasse a frase, Jennie girou o braço dele com um movimento rápido.
O som de um "crec" ecoou, e Raul sentiu uma dor lancinante no braço, soltando um grito miserável.
"AAAHH—"
A recepcionista, que tinha acabado de desligar o telefone após confirmar com Cristiano que ele mesmo desceria para receber a visita, viu Jennie machucar Raul e seu rosto fechou na hora.
"O que você pensa que está fazendo?!"
Jennie ignorou a mulher, continuando a segurar o braço de Raul, sua voz mais gelada que sorvete de limão.
"Quem te autorizou a colocar suas mãos sujas em mim?"
Raul queria xingar, mas a dor era tanta que mal conseguia formar uma frase, só conseguia repetir que estava doendo.
"Se fizer isso de novo, eu arranco sua mão!"
Jennie, com nojo, soltou Raul rapidamente.
Raul tentou mexer o braço, mas não conseguiu levantar – estava claramente deslocado.
Nesse momento, a recepcionista correu até eles.
"Você ousa agredir alguém dentro da nossa empresa? Segurança! Cadê a segurança?!"
Logo os seguranças chegaram correndo e começaram a perguntar o que havia acontecido.
Raul também se apressou:
"Cristiano, vim aqui falar com você e acabei encontrando essa maluca, que deslocou meu braço!"
"Isso mesmo! Ela é louca! Disse que o Diretor Silva queria vê-la, me forçou a deixá-la subir e agora agrediu nosso visitante!"
Os dois, um depois do outro, tentaram pintar Jennie como uma lunática.
O famoso ditado: o culpado reclama primeiro.
Jennie estreitou os olhos, pronta para dar uma lição nos dois, quando viu Cristiano levantar a mão e dar um tapa na cara da recepcionista.
Um "pá" ecoou, a recepcionista ficou sem acreditar, segurando o rosto.
"Cristiano? O senhor bateu em mim… por causa de uma louca?"
"PÁ!"
Outro tapa.
Desta vez, mais forte que o anterior.
Todo mundo ficou paralisado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aurora Dourada: Fênix
Continua estou gostando da história....