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Aurora Dourada: Fênix romance Capítulo 307

Ficou provado que Jennie realmente não se mexeu; ela só estava sentada ali normalmente, respirando, mas Bryan sentiu o ar ficando até apertado.

Porque ele podia sentir aquele perfume leve que vinha de Jennie.

Diferente do cheiro de perfume das outras moças, Jennie sempre tinha um aroma fresco, que deixava qualquer um tranquilo.

Quando ele a conheceu, já tinha sentido esse cheiro. Na época, achou que era algum perfume que Jennie usava.

Gostou tanto do aroma que até pediu para Felipe procurar esse perfume.

Depois de procurar por todo lado, foi acabar sentindo o cheiro por acaso, quando passou em frente a uma loja de medicina tradicional.

Era cheiro de cipó-mil-homens.

O cipó-mil-homens servia principalmente para acalmar.

Por isso que, ao sentir o cheiro dela, ele se sentia tão em paz.

Só que, antes, quando só admirava Jennie, sentia calma; agora, ao sentir, o coração dele disparava, o peito ficava agitado.

Bryan achou que não conseguiria continuar sentindo esse cheiro daquele jeito.

Senão, ia acabar fazendo alguma besteira que nem ele mesmo controlaria.

Então, Bryan abriu um pouco o vidro do carro do seu lado, deixando o vento dissipar um pouco o cheiro que vinha de Jennie.

Só assim ele conseguiu se acalmar.

Depois de um tempinho em silêncio, ele disse: "Esse cheiro que você tem é de cipó-mil-homens?"

Jennie olhou surpresa para Bryan.

"Você conseguiu perceber?"

Bryan respondeu: "Outro dia, não consegui dormir direito e o Felipe foi numa loja de medicina tradicional comprar um incenso calmante pra mim. O principal ingrediente era cipó-mil-homens."

Jennie entendeu.

Ela assentiu e disse: "Então é por isso. Você acertou, é cheiro de cipó-mil-homens."

Bryan continuou: "Cipó-mil-homens é uma erva pra acalmar. Você também tem insônia?"

"Não," Jennie respondeu. "Eu até durmo bem, mas de vez em quando fico meio emotiva, então faço meu próprio shampoo com ervas de medicina tradicional, usando cipó-mil-homens."

Enquanto falava, ela levantou um ombro e cheirou o próprio cabelo. "O cheiro deve estar bem fraquinho. Seu olfato é muito bom pra perceber isso."

"Meus cinco sentidos sempre foram mais aguçados que os dos outros."

E não era Bryan se gabando, era verdade.

Não só o olfato – a visão dele também era um pouco melhor que a das pessoas normais.

Até o campo de visão periférica era maior.

E a memória, nem se fala; não chegava a ser fotográfica, mas, enquanto os outros levavam uma hora pra decorar algo, ele precisava de vinte minutos.

"Se a gente tiver filhos, acho que eles vão herdar nossos genes de primeira."

Jennie franziu a testa e olhou pra ele.

O recado era claro: nem começaram nada e já tá falando em filhos?

Bryan tossiu meio sem graça. "Eu só queria dizer que o cheiro do seu shampoo é ótimo. Tem como me dar um pouco?"

"Vamos ver."

Dona Jardim ia perguntar mais, mas ouviu o barulho da porta do carro abrindo e fechando.

As duas olharam e viram Bryan vindo na direção delas.

"Tia."

"Bryan? Foi você que trouxe a Jennie?"

Bryan assentiu, com um tom meio apologético: "Fui eu que chamei a Jennie pra sair. A gente ia só dar uma volta e já voltar, mas no meio do caminho um amigo meu que acabou de voltar pro Brasil ligou, aí a gente foi pra outro lugar. Prometo que não vai mais acontecer, tia. Da próxima vez, vou trazer a Jennie mais cedo pra casa."

Falou com toda sinceridade.

Dona Jardim nem ficou brava; pelo contrário, ficou feliz.

Feliz que, finalmente, parecia estar rolando alguma coisa entre os dois.

Ela gostava muito de Bryan como genro – pena que Jennie não parecia muito animada.

Agora, estava achando que talvez não fosse impossível.

Ela sorriu: "Se eu soubesse que foi você que chamou a Jennie pra sair, nem teria ficado preocupada. Da próxima vez avisa antes, assim eu não fico nervosa. Você conhece a situação aqui em casa, não tem como eu não ficar pensando mil coisas."

Bryan assentiu.

"Sim, foi falha minha. Da próxima vez aviso antes."

Dona Jardim, olhando pro genro, foi gostando cada vez mais de Bryan.

Ainda mais com essa sinceridade dele e, claro, por ter trazido a filha de volta são e salva. Como é que ela ia ficar zangada?

"Pronto, chega de papo, já está tarde. Não vou te convidar pra entrar hoje, vai descansar, dirige devagar na volta."

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