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Aurora Dourada: Fênix romance Capítulo 320

— Mãe, não se preocupe. Eu vou tratar do Geraldo.

Lucas... Ela realmente devia deixar tudo para trás.

Na verdade, desapegar não era tão difícil assim.

Só doía um pouco.

Mas depois da dor, tudo ficaria bem.

— Tem certeza de que está tudo bem com você? — Sra. Jardim perguntou com preocupação.

— Está tudo certo.

— Então tá bom. — Sra. Jardim assentiu. — Eu vou te esperar na sala de estar.

— Tá bom.

Jennie respondeu e se virou para entrar na sala de cinema.

Lá dentro, Irena já estava esperando, aparentemente calma.

Na verdade, calma só por fora, porque por dentro estava uma confusão danada.

Ela nunca imaginou que um dia a vida do avô dependeria daquela mulher que ela nunca tinha levado a sério.

Mas ela já tinha decidido: mesmo que tivesse que se ajoelhar e implorar para Jennie, faria isso pelo avô.

Afinal, foi ele quem a criou, o que era um motivo importante. E, além disso, se o avô morresse, Lucas provavelmente pediria o divórcio.

E isso era tudo o que ela não queria.

Nesse momento, Irena escutou passos se aproximando.

Virou a cabeça e viu Jennie.

Jennie estava ainda mais bonita do que antes.

Irena sempre se achou uma bela mulher, mas beleza se vê no contraste.

Era impossível negar: Jennie era mais bonita que ela.

Era um fato, qualquer um com olhos percebia isso.

Irena tentou engolir o amargor e ia abrir a boca, mas Jennie foi mais rápida:

— Eu posso tratar do Geraldo.

Irena ficou claramente surpresa, olhando para Jennie sem acreditar.

Jennie continuou:

— Mas tenho uma condição.

As mãos de Irena, apoiadas nas pernas, se apertaram devagar.

Ela disse:

— Qualquer outra condição, eu aceito. Mas se for pra eu me separar do Lucas, esquece. Nós já estamos casados.

Jennie deu uma risada irônica.

— Você acha mesmo que eu quero uma maçã podre de volta?

Irena franziu a testa.

— Como assim?

— Maçã podre, homem podre, não quero nada disso de volta.

Irena se sentiu mal.

Jennie estava falando mal do homem dela.

E, de quebra, dela também.

Respirou fundo, tentando segurar a irritação, e perguntou:

— Se não é pra nos separar, então qual é a sua condição?

— Não precisa falar. Eu vou tratar dele.

Jennie foi até a cama para examinar Geraldo.

A situação dele era complicada.

Ela podia afirmar: se não tivessem trazido ele a tempo, já era hora de preparar o funeral ainda nesta semana.

Além dos problemas crônicos e da paralisia, Geraldo tinha uma toxina difícil de eliminar no organismo.

Era essa toxina que o mantinha inconsciente por tanto tempo.

Se conseguisse eliminar a toxina, o resto daria pra tratar aos poucos.

Até a paralisia poderia melhorar com acupuntura.

— E aí, Srta. Jardim? — Renan perguntou assim que ela se levantou, com Ivan olhando fixamente para ela.

Jennie se voltou para Renan:

— Eu posso tratar, mas preciso preparar os remédios antes. Me dê um dia. Depois de amanhã, volto. Por enquanto, vou passar uma receita para ele tomar nos próximos dois dias.

— Sim, senhora... — Renan confiava muito em Jennie e logo pediu para Ivan trazer papel e caneta.

Jennie escreveu a receita rapidamente e pediu para Renan mandar alguém buscar os medicamentos.

— Duas vezes ao dia, sempre depois das refeições. Nem que seja forçado, ele tem que tomar o remédio. — Jennie avisou.

Renan assentiu depressa.

Com tudo resolvido, Jennie desceu e saiu com Sra. Jardim.

Só que, ao sair, viu pelo retrovisor do carro uma silhueta entrando rapidamente na Mansão Martins.

Era Irena.

Disse que ia ficar no hotel, mas assim que Jennie saiu, ela voltou.

Será que estava mesmo preocupada com Geraldo, ou tinha outro motivo?

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