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Aurora Dourada: Fênix romance Capítulo 332

"Srta. Ramos, como está se sentindo?"

Hera olhou para ela, sem conseguir dizer uma palavra.

Mas em seu olhar havia pura confusão e raiva.

Por quê?

Por que Jennie estava bem?

Por que justo ela teve que se machucar?

Ela tinha planejado tudo direitinho!

Foi então que Jennie levantou a mão, mostrando uma agulha de bordado entre os dedos.

Os olhos de Hera se arregalaram imediatamente.

O que estava acontecendo?!

Aquela agulha deveria estar presa no cavalo branco!

Com os olhos quase saltando das órbitas, ela tentou agarrar a gola da Jennie.

Jennie, porém, levantou-se bem naquela hora.

Hera agarrou o ar.

Jennie pareceu ignorar seus gestos e olhares, e falou com um dos funcionários: "Aquele cavalo precisa ser contido, senão pode machucar outras pessoas."

"Mas precisamos primeiro prestar socorro à Srta. Ramos..."

Como o haras ainda não tinha aberto oficialmente, a equipe era reduzida.

Lá não era como um restaurante — não era todo mundo que podia trabalhar ali, era preciso ter conhecimento técnico.

Jennie disse: "Eu vou!"

"Tem certeza? E se você se machucar..."

"Você já viu minhas habilidades na equitação."

Realmente, ela montava muito bem.

O funcionário não hesitou mais e concordou: "Tudo bem, tome cuidado!"

Como já havia um ferido, o importante era evitar mais acidentes.

O funcionário lançou-lhe um olhar agradecido.

Jennie fez um leve aceno com a cabeça, subiu no cavalo e saiu em disparada atrás do cavalo preto.

Mal Jennie saiu, todos os convidados correram para o local.

Henrique também desceu às pressas das arquibancadas.

Ao ver o sangue de Hera aumentando, ele começou a chorar desesperadamente.

"Como isso foi acontecer? Estava tudo bem, como isso pôde acontecer?"

Hera abriu a boca, queria muito dizer que tinha sido uma armação da Jennie.

Mas não conseguia dizer nada.

Embora não estivesse mais espumando pela boca, sempre que tentava falar, cuspia sangue.

Aos poucos, sentiu o calor do corpo indo embora, e isso a deixou terrivelmente apavorada.

Logo a ambulância chegou, e depois dos primeiros exames, os paramédicos ficaram com o rosto fechado.

"Cadê a família?"

Henrique se apressou: "Eu sou família! Sou o pai dela!"

Luana ficou ainda mais sem graça.

Tudo o que Gilson disse era verdade.

Mas...

Antes que ela pudesse continuar, o olhar do pai, Eder, a fez calar imediatamente.

Henrique, que queria tirar satisfação com Jennie, ficou com as palavras entaladas.

Tinha tanta gente ali, e não dava para acreditar que todos fossem do lado do Gilson, mas todos concordaram, então devia ser verdade.

Henrique engoliu tudo o que queria dizer.

Voltou a discutir com os paramédicos.

"O hospital serve para salvar vidas! Vocês nem tentaram e já desistiram? Que tipo de médicos são vocês?"

Os médicos, resignados, sabiam que estavam lidando com gente importante.

Mesmo assim, tinham certeza de que Hera não teria chance no hospital, só prolongaria o sofrimento e desperdiçaria recursos...

A paciente ainda sofreria até o fim...

Mas acabaram aceitando, colocaram-na na maca e saíram com Hera.

Henrique entrou na ambulância junto.

No último momento antes de ser colocada na maca, Hera viu o hotel cinco estrelas dentro do Haras Stilland.

E de novo lembrou da frase da Jennie: "Srta. Ramos, você gosta tanto assim de ser usada como ferramenta?"

De repente, ficou agitada.

E quanto mais se agitava, mais sangue cuspia...

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