Entrar Via

Aurora Dourada: Fênix romance Capítulo 333

Mas Hera não quis saber, mesmo que fosse morrer, naquele dia ela precisava colocar tudo em pratos limpos.

Além de dizer que Jennie tinha armado para ela, também queria revelar que Amanda a estava manipulando.

Mas o médico enfiou um tubo comprido na boca dela...

E ali do lado, Henrique achou que era só protocolo, apertou forte a mão dela e disse: "Não tenha medo, papai está aqui com você."

Hera percebeu que nunca mais conseguiria falar.

Fechou os olhos e lágrimas começaram a escorrer pelo canto dos olhos.

Uma flor, envenenada até a raiz, mas que no fim não matou ninguém — só se prejudicou sozinha.

...

Enquanto isso, Jennie já tinha montado em um cavalo branco e controlado o cavalo preto.

O cavalo preto tinha enlouquecido só de dor.

Agora, calmo, Kleber estava parado como uma estátua.

Jennie, num cantinho onde ninguém via e não havia câmeras, tirou uma agulha prateada do casco do cavalo preto.

Na mesma hora, ouviu o som de cascos se aproximando.

Seu alerta interno disparou e, ao virar a cabeça, viu Bryan chegando montado.

O cabelo bagunçado dele dançava com o trote do cavalo, o olhar era afiado, parecia que até o vento abria caminho para ele.

Mas ao mesmo tempo, parecia assustado, o rosto pálido.

Só quando viu os dois cavalos parados atrás de Jennie, Kleber imóvel, Bryan suspirou aliviado e desceu do cavalo.

"Você não se machucou?"

Jennie balançou a cabeça, estava prestes a dizer "não", quando Bryan, de repente, a puxou com força e a apertou num abraço tão forte que ela achou que viraria parte dele.

Seu reflexo foi tentar se soltar.

Mas o peito dela colava no de Bryan, dava pra sentir o coração dele batendo acelerado, acelerado.

E o corpo dele ainda tremia um pouco.

Naquele instante, Jennie não conseguiu afastá-lo. Pela primeira vez na vida, levantou os braços e retribuiu o abraço.

Não importava se Bryan era perigoso.

Não importava se ele mudaria depois.

Nem se haveria um "depois".

Pelo menos naquele momento, ele estava genuinamente, de corpo e alma, preocupado com ela.

"Eu estou bem", disse ela.

"Obrigado." Ele apoiou o queixo no ombro de Jennie, o nariz mergulhando nos cabelos dela.

"Obrigado por você estar bem."

O coração de Jennie pulou uma batida.

Quando Bryan a soltou, ela entendeu por que ele estava tão assustado.

"Eu vi a Hera caída no chão, ela mesma talvez nem soubesse, mas o pé direito estava totalmente torto, o dedão virado pra trás..."

"O chão estava cheio de sangue."

No fim, Hera a convidou para a corrida e ainda escolheu o cavalo branco pra ela.

"Hera achava que eu e o Gilson tínhamos alguma coisa, então usei o Gilson pra tirar ela do caminho."

Depois de examinar tudo, Jennie achou uma agulha de costura cravada na pata do cavalo branco.

"Tirei a agulha e, com a minha própria de acupuntura, espetei o casco do cavalo preto escolhido pela Hera."

A agulha de acupuntura era tão fina que, a princípio, o cavalo preto só ficou um pouco incomodado, sem reagir demais.

A não ser que tivesse que fazer movimentos muito difíceis.

"Então corri pela pista de dentro, aproveitei a reação dos outros e provoquei o ciúme da Hera."

"Ela entrou na pista de dentro também."

"O resto, você já sabe."

Jennie contou tudo, tranquila, enquanto o suor escorria na testa de Bryan.

Ele se lembrou da imagem de Hera caindo do cavalo.

E se não fosse pela inteligência e rapidez da Jennie, quem teria caído seria ela.

"Hera mereceu mesmo!"

"Sim", Jennie concordou, "por isso, vendo o que aconteceu com ela, não sinto nem um pouco de pena."

Bryan arrumou o capacete de hipismo dela.

"Você fez o certo."

"Você não acha que fui cruel? Hera não vai sobreviver."

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Aurora Dourada: Fênix