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Babá sob contrato - Um laço inesperado romance Capítulo 10

Philip Caldwell – Narrando.

Alguns dias haviam se passado.

Eu estava trabalhando no automático, quando parei de repente com o que eu estava fazendo.

E algo veio em minha mente.

A cena do café.

As crianças sorrindo e se sentindo completamente a vontade, fez algo dentro de mim se remexer.

Eu não os via sorrindo assim desde... antes da morte dos pais deles.

Então a cena voltou.

O acidente. Os corpos. As ambulâncias. As crianças.

Esfreguei meus cabelos tentando me recuperar. Eu estava tão absorto aos meus pensamentos, que não percebi Alice entrando.

—Senhor Caldwell! Desculpa interromper, o restaurante confirmou a reserva para as vinte horas.

O restaurante. Siena.

Eu já tinha decidido.

O anel estava no bolso interno do paletó desde o início da noite. Eu o senti ali durante todo o jantar, como um peso calculado.

Um passo lógico. Seguro. Planejado.

Assenti olhando para o relógio em meu pulso e me levantei, saindo do prédio para a encontrar.

Passei por uma floricultura no caminho para pegar algumas rosas e ir até ela.

Cheguei ao restaurante confirmando minha reserva e me sentei na mesa, vendo-a chegar instantes depois. Como sempre atrasada, me causando impacto em sua beleza.

Magra, alta, olhos claros, cabelos loiros e roupas elegantes.

Sorri e me levantei, a estendendo as flores.

—Siena. Você está ainda mais linda do que a última vez que nos vimos. – Falei a vendo sorrir e me dar um beijo no rosto.

—Obrigada pelas flores, Phil! – Disse ela, se afastando para que eu empurrasse a cadeira.

Fizemos o pedido e começamos a conversar.

Ela falava sobre viagens, sobre mudanças, sobre “novas fases”. Eu ouvi tudo com atenção, esperando o momento certo.

E quando eu estava pronto, peguei a caixinha e me levantei, me ajoelhando de frente para ela.

— Espera! Eu preciso dizer uma coisa antes — ela disse.

Algo no tom me fez parar.

Ela não estava sorrindo.

Não como alguém prestes a aceitar um pedido.

— Eu não estou feliz, Philip. Não é sobre você. O problema não é você, sou eu!

Eu permaneci em silêncio. A frase. Aquela maldita frase de efeito.

Me levantei respirando fundo.

—Me desculpa, acho que precipitei as coisas.

Ela sorriu triste.

— Não é você. Você é maravilhoso! Eu só não posso continuar. Não estou pronta.

Foi assim.

Sem escândalo.

Sem lágrimas.

Ela terminou comigo na mesma noite em que eu pretendia pedi-la em casamento.

Fiquei sentado à mesa por alguns segundos depois que ela saiu, tentando absorver o que aconteceu.

Então me levantei, paguei a conta e fui embora com o anel ainda no bolso.

As cenas foram rápidas demais.

Dirigir. Chegar em casa. Beber.

O álcool não era sobre embriaguez.

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