Selena Foster - Narrando.
Fui pega de surpresa.
O olhendo vendo-o respirar com dificuldade, o corpo rígido enquanto sua mão ainda segurava a minha.
Ele não estava consciente de suas ações e por isso, relevei.
Mesmo adormecido, eu ainda o ouvia gemer por causa da dor, dando leves contorcidas.
—Está tudo bem. O médico já está vindo. – Falei mais para mim do que para ele.
Minha voz saiu baixa e calma, mesmo naquele cenário que me deixava inquieta.
Eu ainda segurava a mão dele, quando a porta se abriu.
Um homem de jaleco branco segurando uma maleta, passou por ela me olhando com surpresa.
Foi então que me soltei da mão dele e me afastei um passo para que ele se aproximasse. E atrás dele, estava Maria com um semblante de preocupação.
—Selena, esse é o doutor Jasper. Ele é médico da família.
—Olá doutor! – Falei educada e profissional o vendo ir até Philip.
—Senhorita, me conte o que houve! – Disse ele, sem tirar os olhos dele.
—Eu o encontrei gemendo de dor, se contorcendo. O dei uma xícara e chá de boldo para aliviar, mas parecia não ser suficiente.
O médico respirou fundo.
—O chá é muito bom sim, mas no caso de úlcera intestinal isso pode não resolver. – Disse ele avaliando Philip.
Maria se aproximou e então, ajeitei a minha roupa a olhando.
—Maria, quer que eu ... – Ela esticou a mão para mim, balançando a cabeça em negação.
—É diferente. Você o viu passar mal. O médico fará perguntas. Então, fique.
Assenti ouvindo o médico soltar um suspiro.
—O senhor Caldwell deve estar sobrecarregado. Sugiro uns dias de descanso e uma alimentação regrada. – Disse o médico nos olhando. —Nada de cafeína e bebidas ácidas. Nem frituras e nem lactose.
—Ele é alérgico a lactose. – Falei sem pensar, vendo Maria me olhar confusa.
—Como você sabe disso? – Ela perguntou confusa.
Senti meu coração disparar. Eu não sabia o motivo de ter dito aquilo.
Eu continuei a olhando e então, cocei minha nuca como um movimento involuntário e sorri sem graça.
—Devo ter ouvido as crianças falarem sobre isso em algum momento. Você sabe como são as crianças.
—É verdade. Que cabeça a minha. – Respondeu Maria olhando o médico.

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