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Bilionário Obcecado, Babá em Apuros. romance Capítulo 3

Eu estava ali diante dele, me sentindo uma boba que invadira a casa sem convite, uma estranha dentro de uma fantasia ridícula e, tecnicamente… usando a filha dele para me esconder.

Meu estômago apertou, e o coração batia tão rápido que parecia querer sair pela boca.

— Eu não… Comecei, sem saber exatamente o que dizer, então respirei fundo, tentando me manter firme, mas o olhar dele sobre mim não ajudava.

De repente a voz de Amy cortou o corredor.

— Encontrei!

Me senti salva, como se um gongo tivesse soado no momento certo. Ela vinha correndo, com um sorriso lindo, segurando algo que parecia um pijama.

Ele desviou o olhar para a filha e, logo depois… voltou para mim.

— Consegui! Amy disse, ofegante. — Espero que sirva, senhora urso.

— Não precisava, Amy, eu posso...

— Pegue. A voz dele me interrompeu, era calma, mas firme, sem espaço para recusa.

Meu corpo travou, ele me olhou de cima a baixo, não era exatamente julgamento… mas também não era acolhimento. Era uma análise fria, detalhada demais para ser confortável.

Engoli em seco, por um instante, me senti completamente deslocada, como se não pertencesse àquele lugar e, na verdade, não pertencia mesmo.

Amy, na sua inocência, não percebeu nada. Apenas segurou minha mão novamente.

— Vem! Vamos lá, me puxou de volta para o quarto, dei dois passos, mas antes de entrar, olhei por cima do ombro. Ele ainda estava lá, no mesmo lugar, nos observando, em silêncio.

Então segui Amy, a porta se fechou atrás de mim, meu coração ainda batia acelerado.

Tomei um banho e lavei os cabelos. A água quente escorrendo pelo corpo dissolveu um pouco da tensão que eu carregava nos ombros.

Fiquei ali alguns segundos a mais aproveitando o calor, o cheiro do gel de banho… apenas aproveitando aquela sensação tão boa.

Quando saí, Amy já me esperava, animada. Insistiu em me ajudar com o secador. Ela penteava enquanto eu segurava o aparelho, como se estivesse brincando com uma boneca.

Sorri sem perceber.

Ela abriu uma gaveta, escolheu uma presilha e prendeu no meu cabelo com delicadeza.

Depois pegou um brilho labial e passou em mim, sem pedir, de forma tão natural que me pegou desprevenida.

Peguei da mão dela… e passei um pouco nela também, ela sorriu, feliz, daquele jeito puro que não pede nada em troca.

Quando saímos do quarto, passei pelo espelho e parei, o pijama de cetim dourado, com detalhes pretos, caiu melhor do que eu esperava. Era macio, leve… e caro. Muito caro.

O cheiro do sabonete ainda estava na minha pele. Fechei os olhos por um instante, era fácil. Perigosamente fácil… se acostumar com aquilo.

A culpa veio rápido, mas eu a afastei, não estava pegando nada, só… existindo ali, por algumas horas, uma troca doava um pouco de tempo a Amy e em troca escapava dos homens que estavam lá fora.

Amy e eu seguimos pelo corredor, eu descalça, ela de pantufas.

Quando entramos na sala de jantar, o desconforto voltou imediatamente. Ele já estava lá, sentado, olhos sempre em mim.

A sensação era quase física, como se eu estivesse exposta, nua. Como se ele pudesse ler cada pensamento meu.

Endireitei a postura, tentando disfarçar o incômodo, parecer à vontade, então o olhar dele desceu para meus pés descalços e subiu lentamente pela roupa, avaliando. O pijama estava um pouco largo, mas servia.

Ele soltou o ar devagar, cansado… ou se controlando, não sei dizer, ele não disse nada, apenas se levantou e saiu.

Fiquei tensa, sem saber o que esperar.

Voltou segundos depois com um par de chinelos e os deixou perto dos meus pés, sem me encarar diretamente.

A esta altura Amy já estava sentada à mesa, animada, sorrindo. Percebi que sempre que ele olhava para ela… mudava, suavizava, era quase outra pessoa.

Duas versões no mesmo homem.

Observei em silêncio, ainda em pé, sem saber onde sentar ou o que fazer, mas com os chinelos nos pés.

3- Tem um nome? 1

3- Tem um nome? 2

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