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Bilionário Obcecado, Babá em Apuros. romance Capítulo 5

Pouco depois que Irina deixou a cobertura…

Amy acordou.

Ainda sonolenta, esticou a mão ao lado do travesseiro, procurando por ela. Quando não a encontrou, franziu o rosto.

— Nina? Chamou, a voz rouca de sono, mas o quarto continuou em silêncio. O coraçãozinho da pequena acelerou. Ela se sentou na cama, olhou ao redor… nada, estava sozinha.

Então ela levantou de repente, arrastando os lençóis, e saiu do quarto descalça, quase correndo pelo corredor.

— Nina? Chamou novamente, a voz ecoou pelo apartamento.

Na sala, Richard tomava café sozinho. Indiferente, levou a xícara aos lábios, como se nada tivesse mudado.

Amy parou na entrada. Os olhos percorreram o ambiente, procurando por Irina.

— Onde ela está? Perguntou aflita.

Ele ergueu o olhar, sem pressa.

— Foi embora. A resposta saiu quase indiferente.

Amy ficou imóvel, processando por alguns instantes.

— Foi… embora? A voz saiu pequena.

Ele apenas assentiu.

Foi o suficiente. O rosto dela mudou, primeiro a decepção, depois a dor.

Da cozinha, Karem surgiu com um prato de waffles. Amy a viu… e desviou o olhar na mesma hora, virou-se e correu de volta pelo corredor.

— Amy… Richard chamou.

Era tarde demais, a porta do quarto bateu.

Karem pousou o prato na mesa, mantendo o sorriso contido.

— Ela é um pouco mimada. Precisamos ter paciência.

Richard levantou os olhos lentamente, avaliando-a. Jovem, bonita, educada, perfeita no papel, na prática… dispensável.

Levantou-se sem pressa, mas já decidido e seguiu pelo corredor. Sozinho só então percebeu, Karem não se moveu, não tentou ir atrás de Amy.

Ele parou por um segundo, pensando sobre aquilo, então voltou a caminhar, seguiu até a porta e bateu.

— Amy.

Não houve resposta.

— Abra. Ele insistiu.

— Ela vai voltar?

A pergunta veio baixa, do outro lado.

Ele fechou os olhos por um instante.

— Não. Inspirou mais profundo, buscando controle. — Karem fez waffles. Vamos tomar café.

— Não! A resposta veio rápida, carregada.

— Eu quero a Nina. Eu não gosto da Karem.

Richard respirou fundo, controlando o tom.

— Você dispensou doze em seis meses. Disse contido, mas firme.

— Vamos. Karem está tentando.

Silêncio.

Então Amy disse, com uma frieza que não combinava com a idade:

— Elas estão aqui por você… não por mim.

Dessa vez, ele não respondeu, não porque não quis, mas porque não havia resposta.

Naquela mesma noite…

Irina...

Eu saí da lanchonete completamente exausta.

Quatro quarteirões até a estação.

A rua estava quase vazia, e como sempre, meu coração acelerava nesse trajeto. Só acalmava quando eu já estava dentro do trem.

O vapor subia dos bueiros, a calçada molhada refletia as luzes e a neblina deixava tudo meio… irreal, sombrio.

Caminhei mais rápido, queria chegar logo. Porém o alívio não veio.

Meu braço foi puxado com força fazendo o celular cair da minha mão.

Uma mão tampou minha boca.

— Escorregadia, hein, loirinha?

Era o coiote. Ele tinha uma cicatriz recente no rosto.

Eu tremi de medo, de raiva...

Me debati, escorreguei para fora da blusa e tentei correr, mas ele me puxou de volta.

As unhas dele arranharam minha pele.

Então... Um vulto, rápido.

O som de um soco e depois outro, um gemido e mais um.

5- Não tem escolha. 1

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