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Brindou a Outra, Enterrei o Passado romance Capítulo 104

— Se um dia você realmente ficar sem ter onde ficar, eu te acolho numa boa.

O homem simplesmente enfiou o cartão nas mãos de Isadora, sem nem pedir permissão.

Foi um gesto extremamente rude e invasivo.

Para alguém do status e educação dele, aquilo era inadmissível, ainda mais considerando que Isadora não estava ali como qualquer uma. Ela era, naquele momento, a esposa de Olavo, a senhora de Grupo Carvalho.

Ou seja, o que aquele homem fez não era só um desrespeito com Isadora, era uma afronta direta ao próprio Olavo e, por consequência, ao Grupo Carvalho inteiro.

Se Isadora engolisse essa ofensa em silêncio, o Grupo Carvalho sairia desmoralizado daquela noite.

Todos ali sabiam disso. A maioria, aliás, só estava observando para ver qual seria a reação dela.

Muitos já tinham segundas intenções, e aquele velho atrevido nada mais era do que o primeiro peão num jogo maior.

Mas Isadora não demonstrou nenhuma mudança de humor, nem mesmo piscou diferente. Apenas sorriu com elegância, pegou o cartão e leu com calma:

— EcoMateriais, é? Beleza. Então pode ter certeza de uma coisa: o Grupo Carvalho não vai mais fechar nenhum negócio com a sua empresa.

Ela fez uma pausa, como se estivesse encerrando o assunto:

— Assim que esse contrato acabar, já era. Pode confirmar com o seu pessoal. Se sou eu quem manda ou não, você vai descobrir, Sr. Paulo.

E sem hesitar, guardou o cartão, séria.

Paulo até esperava que Isadora não o tratasse com reverência, mas ser humilhado na frente de todo mundo? Isso ele não esperava.

— Tsc! Quem você pensa que é? Está achando que o Grupo Carvalho é seu, é? Que pode decidir alguma coisa?

Isadora o encarou com calma:

— Se não é meu, é seu por acaso?

— Se eu não posso decidir, então quem pode? Você?

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