— Por que você não me levou para casa?
Isadora olhava desconfiada para a mansão à sua frente, com as sobrancelhas franzidas e um olhar nervoso.
Estavam sozinhos, no meio da madrugada... Se alguém resolvesse tirar uma foto naquele momento, o escândalo estaria feito!
— Esqueceu que trabalho com tecnologia? Pode ficar tranquila, aqui ninguém vai tirar foto de nada.
Rafael percebeu na hora o que ela temia.
— Sei que as coisas entre você e Olavo não estão nada bem agora... então imagino que você também não queira voltar e encarar ele, certo?
— Hum... Obrigada.
Isadora ficou em silêncio por alguns segundos, sem saber o que dizer além de um simples agradecimento.
Ela olhou para Rafael, meio sem graça, e falou baixinho:
— Acho que vivo te agradecendo... Desculpa.
— Você não precisa se desculpar. E muito menos me agradecer. Sou adulto, assumo o que faço.
Rafael sorriu, entrou com ela na casa e logo pegou uma manta, que entregou para Isadora.
O vestido que ela usava estava mesmo linda, mas também era bem reveladora. Com ela enrolada na manta, os dois se sentiriam mais à vontade para conversar.
— E o seu projeto, como está indo?
— Já está nas minhas mãos. Agora o Grupo Carvalho vai ter um belo prejuízo.
Rafael foi direto. Eles eram especialistas em tecnologia. Já o Grupo Carvalho queria entrar nesse mercado para tentar se reinventar.
Para o Grupo Carvalho, esse projeto do Grupo Vilarte era essencial para a mudança de direção. Mas acabou caindo nas mãos de outro, e Olavo vai ter que engolir essa por um bom tempo.
Ao ouvir isso, Isadora soltou um suspiro de alívio e até sorriu:

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