Almir se jogou de qualquer jeito na poltrona, e falou com desdém:
— E agora, o que a gente faz? Olha, mesmo sendo só um fantoche, ainda é como dizem... até um camelo morto ainda é maior que um cavalo. Mana, você devia segurar firme essa posição de jovem senhora da Família Carvalho.
Mesmo com apenas 20% das ações, aquilo já era suficiente para sustentar a família toda por uma vida inteira.
Tereza bufou, já cansada da conversa, e respondeu irritada:
— Cala a boca! Olha para você, tão inútil desse jeito, acha mesmo que posso contar com você para alguma coisa?
Revirando os olhos, Almir retrucou:
— Ué, e desde quando é minha culpa você não saber escolher homem? Se não fosse por mim, pelas ideias que te dei, você acha que estaria levando essa vida boa?
— Não esquece, o Olavo é nossa única carta na manga agora. Se você não conseguir segurar esse título da jovem senhora da Família Carvalho, você sabe melhor do que eu o que vai acontecer com a gente.
A essa altura, já não era mais um conselho, era ameaça.
Tereza estava quase explodindo de raiva.
Tudo isso começou devido à sua família. Era sempre ela quem carregava o peso, enfrentava tudo e pagava o preço.
E agora, ele ainda tinha a audácia de falar assim?
Ela revirou os olhos com desgosto, enquanto a mágoa lhe apertava o coração.
— Almir, será que eu te fiz algum mal numa vida passada?
Anos se arrastando, se humilhando, e o que ela ganhou com isso? Nada além de um fiasco completo. Tereza cerrou os dentes com raiva.
Mas logo, ela teve uma ideia. Pegou o cartão e foi direto até a casa de Isadora.
Isadora abriu a porta e, ao vê-la, deixou no olhar todo o desprezo; nem se moveu para deixá-la entrar.

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