Ele sabia que Isadora era uma mulher excepcional. Mas mais do que isso, sabia também que ela estava sozinha. Depois de tanto tempo cuidando da filha em casa, ela pouco entendia do mundo corporativo.
— A cada ataque, uma resposta à altura. Eu não vou engolir essa!
Ela cerrou os punhos. Seu olhar estava cheio de determinação.
Ela podia ter ignorado. Nunca se importou com os bens da Família Carvalho. Mas o Olavo... foi egoísta. Deixou a filha morrer para proteger seus interesses. A Aline morreu por causa dele!
Como poderia viver em paz sem fazer justiça? Se nem pela própria filha ela lutasse, que tipo de mãe seria?
Ele não se importava com os próprios interesses? Ótimo. Ela tiraria tudo o que ele mais valorizava, pedaço por pedaço. Queria ver no que o Olavo ia se transformar sem nada disso.
Vendo o olhar firme de Isadora, Rafael finalmente relaxou. Estava com medo de que ela ainda hesitasse.
— Então, cuide de você. Tenho alguma coisa no trabalho, preciso ir agora.
Ele deu uma olhada no celular, já era hora de voltar para a reunião.
Mas Isadora ficou meio nervosa:
— É o Olavo? Ele está te pressionando?
Rafael soltou um risinho de desprezo:
— Ele? Nem consegue.
O Grupo Carvalho era forte, sim. Mas não era onipotente, ele ainda conseguia levar a vida com dignidade.
Ao ver a confiança no rosto dele, Isadora não pôde deixar de lembrar do garoto cheio de luz que ele já fora. Suspirou. O tempo passou, muita coisa mudou. Mas, no fundo, parecia que tudo continuava no mesmo lugar.
Mal Rafael saiu, Olavo apareceu.

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