Entrar Via

Brindou a Outra, Enterrei o Passado romance Capítulo 67

Agora, ela era a maior acionista do Grupo Carvalho. Exceto Olavo, ninguém tinha mais poder do que ela ali. Então, ocupar aquele lugar... era mais do que justo.

O homem sentado naquela cadeira, um apoiador ferrenho de Olavo, bufou com desdém assim que ouviu isso:

— Você acha que é o quê? No fim das contas, não passa de uma dona de casa. Está achando que só porque tem mais ações pode fazer o que quiser?

Ele falava alto de propósito, para que todos ouvissem. No mundo dos negócios, as ações contavam, claro. Mas o que realmente pesava era a competência. E, na cabeça deles, o Grupo Carvalho só tinha chegado aonde estava por causa da habilidade comercial de Olavo.

Na visão deles, Isadora era apenas uma esposa de sorte. Uma mulher que deveria estar em casa, aproveitando a boa vida, e não querendo mandar.

Mas ela não ia engolir aquilo calada. Sem hesitar, pegou o copo do lado e o quebrou na cabeça dele.

— Já está mais lúcido agora?

Aquele homem jamais imaginou que Isadora, que sempre parecia tão quietinha, fosse ter coragem de bater nele... na frente de todo mundo!

Chocado, levou a mão à cabeça, sem acreditar no que tinha acabado de acontecer.

Ele olhou para ela, irritado:

— Você está maluca? Como você ousa...?

Segurando metade do copo quebrado, ela respondeu, firme:

— E por que não ousaria? Quer tentar de novo?

Aquele homem engoliu a raiva. Estava doido para rebater, mas também não queria passar vergonha sendo expulso dali. Se levantou, rangendo os dentes.

Isadora, por sua vez, nem se importou. Sentou-se com toda a tranquilidade em sua cadeira, como se nada tivesse acontecido, cruzou as pernas com elegância e lançou um olhar frio para Olavo.

— Sr. Olavo, você chamou todos os acionistas. Aconteceu algo grave?

Ela piscou devagar, com um ar gelado:

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Brindou a Outra, Enterrei o Passado