Olavo recolheu o cheque, bufou com desprezo e saiu sem olhar para trás.
Ele foi até lá decidido a dar uma última chance à Isadora, mas nunca passou pela cabeça dele que ela teria a cara de pau de jogar tudo fora. Já que ela deixou claro que não queria conversa, ele também não viu motivo para manter a cortesia.
De volta ao Grupo Carvalho, Olavo iniciou sua contraofensiva definitiva.
Ele não comandava o grupo só por ser da família, tinha talento e autocontrole.
Para derrubar um inimigo, primeiro derrube o líder.
Ele sabia que Isadora só se sentia segura porque estava protegida por Rafael. Então, decidiu mirar diretamente nele.
Logo, vários clientes de Rafael começaram a desistir, e ele entrou numa fase difícil. Vendo seus pedidos escaparem um por um, Rafael sabia que Olavo estava por trás daquilo.
Rafael viu os dados mudando na tela e, em vez de se preocupar, ficou ainda mais animado. Sorriu de leve e disse:
— É assim que o Olavo age de verdade. Preciso e implacável!
André, seu assistente, viu a animação e comentou sem jeito:
— Sr. Rafael, a gente é só um negócio que está começando. Não dá para competir com o Grupo Carvalho.
Rafael respondeu, tranquilo:
— Por que competir? Sou especialista em usar pouco e ganhar muito. Esses clientes que ele tirou? Todos faziam parte do meu plano. Tomara que ele não se arrependa.
André, que estava cabisbaixo, agora ficou curioso:
— Como assim?
— Deixa isso para lá. Comprou o que eu pedi?
— Já comprei, mas por que sempre me manda pegar comida na cantina da faculdade?
André olhou sem entender. Rafael já tinha se formado há anos. O que estava acontecendo?

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