Na porta do Hotel, Isadora murmurou baixo:
— Que tal você entrar sozinho?
— Entra comigo.
Rafael segurou a mão dela e sorriu antes de entrarem juntos.
Logo que passaram pela entrada, Rafael se virou para a Profa. Juliana com um sorriso no rosto:
— Professora, trouxe a aluna que você vive perguntando por ela!
Isadora saiu um pouco sem jeito de trás dele. Diante da professora, nem conseguia levantar a cabeça. No fundo, sempre carregava uma culpa, como se tivesse decepcionado quem mais acreditava nela.
Juliana olhou para ela, suspirou com certa mágoa, mas se aproximou e a abraçou com força. A voz saiu embargada:
— Minha querida, você sofreu tanto...
Isadora achava que levaria uma bronca, mas não esperava ouvir aquilo. Sem conseguir se segurar, retribuiu o abraço com força e chorou de soluçar.
— Me desculpa, professora... Me desculpa!
Juliana sorriu, limpando suas lágrimas com carinho:
— Boba, vai se desculpar por quê? Me disseram que você já é mãe, e ainda fica chorando assim? Que vergonha, hein?
O peito de Isadora doeu com aquele carinho inesperado. Respirou fundo e sorriu:
— Está tudo bem agora, de verdade.
Juliana ficou com medo de que sua aluna mais querida estivesse sofrendo com tanta injustiça. Então, a acalmou com carinho:
— A internet está uma bagunça, mas olha, mesmo com a idade, eu ainda vejo tudo. Vi você crescer, sei muito bem quem você é. Não se abale com isso, . A internet está cheia de gente tóxica mesmo, viu?
A culpa que ainda pesava no peito de Isadora foi desaparecendo. Quando se sentou, já conversava com a professora com naturalidade, e nem olhou para o Rafael.

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