Atrás de Tereza vieram os melhores especialistas em psiquiatria do hospital, além de enfermeiras experientes e quatro cuidadores escolhidos a dedo por Marcos. Um a um, se aproximaram com expressões suaves, tentando acalmá-la:
— Srta. Tereza, seja boazinha, venha com a gente, tudo bem?
— Não! Não! Vocês querem me matar! Olavo! Estou com medo... Me abraça, por favor!
Tereza se jogou nos braços de Olavo, agarrando-se à cintura dele com desespero.
Ela nunca teve problemas mentais de verdade, mas agora, cercada por essas pessoas, estava prestes a enlouquecer de vez. Ainda mais agora, que o hospital inteiro já sabia que o Sr. Olavo estava quase enlouquecendo por causa da esposa.
Sentindo que estava prestes a perder o pouco espaço que ainda tinha, ela entrou em pânico. Não lhe restava outra opção a não ser apelar para truques baixos, tentando de todo jeito atrair a atenção dele.
Tereza nunca imaginou que um dia teria que se humilhar tanto diante de Olavo, só para conseguir a atenção dele.
Mas, desta vez, tudo foi diferente.
Olavo não a acolheu com carinho, nem a consolou com ternura. Ele apenas abriu os braços e disse friamente:
— Levem ela daqui.
— O quê?
Tereza o encarou, incrédula. As lágrimas caíam sem controle enquanto ela sacudia a cabeça, em desespero:
— Não, Olavo! Eles vão me matar! Por favor, não faça isso comigo... Olavo, me salva!
O especialista garantiu, aproximando-se rapidamente para tranquilizar:
— Pode ficar tranquilo, Sr. Olavo. Faremos o melhor tratamento possível. Em pouco tempo, ela vai estar melhor.
Olavo apenas assentiu, satisfeito. Em seguida, virou as costas e entrou no quarto de Isadora.
Aquilo não podia ser real.
Tereza, ainda nos braços dos cuidadores, assistiu tudo acontecer diante de seus olhos. Quando viu Olavo atravessar a porta do quarto de Isadora, sentiu o chão desaparecer.

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