Ao ouvir aquilo, Rafael também retirou discretamente a mão, esboçando um sorriso suave. Olhou para ela com carinho e disse em voz baixa:
— Está bem, esperarei por você.
Essa era a grande diferença entre Rafael e Olavo. Olavo só pensava nele mesmo, sem se importar com os outros. Já Rafael sabia respeitar, sabia esperar.
Vendo aquele jeito dele, o coração de Isadora começou a ficar inquieto. Para se obrigar a manter a razão, acabou dizendo algo que nem ela mesma acreditava:
— Rafael, pode voltar... o que vem depois, eu consigo lidar sozinha.
— Está bem.
Ele não insistiu. Apenas assentiu, tocou levemente o rosto dela e se levantou, indo embora em silêncio.
Isadora o observou sair, abraçou a si mesma com força e respirou fundo. As lágrimas escorreram pelos cantos dos olhos, em silêncio.
Na manhã seguinte, Olavo apareceu novamente, trazendo consigo um buquê de lírios. Entrou sorrindo, com uma expressão gentil no rosto.
— Como você está se sentindo hoje?
Seu rosto transbordava ternura, como se Isadora fosse alguém extremamente preciosa para ele.
Se ela não soubesse quem era aquele homem por trás da máscara, talvez até se deixasse enganar por aquela aparência amorosa.
Antes, só de ver aquilo, Olavo já se alegrava como se tivesse ganhado o mundo. Mas agora, para Isadora, tudo aquilo não passava de uma piada cruel.
Carinho que vem tarde não vale nada. Se for falso ainda por cima, então não vale nem o chão que ele pisa.
Sem demonstrar emoção, ela respondeu com frieza:
— Olavo, o que você realmente quer?
— Sei que você quer um filho. Vou te dar esse filho.

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