Depois que ele saiu, Isadora não hesitou: pegou o buquê de lírios da mesa e jogou direto no lixo. A simples presença daquelas flores a enojava.
Mas, se havia algo que Isadora soubera fazer bem, era devolver o nojo em dobro. Subiu as escadas sem pressa e foi direto para o quarto de Tereza.
Todos ao redor dela agora eram pessoas que Rafael já havia colocado, então ela sabia que ver Tereza não seria um problema.
Ao entrar, Isadora cruzou os braços, sentou-se numa cadeira ao lado da cama e olhou para Tereza com um sorriso irônico:
— Ser a verdadeira do Olavo cansa assim mesmo, né?
Tereza gritou entre os dentes, tremendo de raiva:
— Isadora, sua desgraçada! Sua víbora fingida! Mulher podre e traiçoeira!
Antes, Isadora teria aguentado calada. Teria engolido cada palavra como quem não tem escolha. Mas agora? Agora ela não era mais aquela mulher que aceitava tudo de cabeça baixa.
Avançou sem pensar duas vezes e deu um tapa na cara de Tereza, com força.
— Desgraçada? Olha bem para você! Sabendo que ele tem esposa e filha, e mesmo assim se jogou em cima dele. A sem-vergonha aqui é você!
— Traiçoeira? E você tem coragem de me chamar disso? Acha que eu não sei que no dia em que a Aline morreu, foi de propósito? Você fez o Olavo ficar com você de caso pensado!
A simples lembrança fazia Isadora ranger os dentes.
Tereza sempre se fazia de vítima, com aquele olhar triste e voz frágil... mas Isadora sabia exatamente o tipo de mulher que ela era: uma boneca por fora, e completamente podre por dentro.
Aquela fragilidade era só fachada.
Tereza olhou para ela, em choque, como se visse outra pessoa. Aquela mulher fraca e dependente? Tinha desaparecido. Em seu lugar, estava alguém com olhos de fogo e voz cortante.
— Isadora, o Olavo só tem olhos para mim. Você vai me humilhar assim? Pois juro, vou fazer ele se divorciar de você!
Isadora soltou uma risada curta:

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