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Caminho traçado: uma babá na fazenda romance Capítulo 16

Acordei com um raio de sol em meu rosto, mais uma vez esqueci de fechar as cortinas da janela para dormir. Estava me sentindo bem, apesar de ter um roxo horrível em minha testa. Fiz tudo que precisava fazer com o Noah, o coloquei no sling e saí para nosso passeio matinal.

O jardim estava alegre, algumas flores estavam desabrochando e a grama parecia chegar a brilhar de tão verdinha que estava.

Encontrei Denise no fundo da casa, ela saía de uma pequena casinha, que era ligada à casa principal, que parecia uma dependência.

— Bom dia, Denise.

— Bom dia, Aurora. — Respondeu com um largo sorriso.

— Está linda hoje. — Denise não estava com o uniforme do trabalho e sim com um vestido longo florido, salto Anabela, brincos grandes de argola e uma bolsa muito linda, que parecia ser de grife.

— Obrigada, hoje é dia de folga, vou aproveitar que é sábado e vou para a capital, fazer algumas comprinhas.

— Que legal.

— E você, não vai tirar o dia de folga?

— Ah, não, meu serviço é em tempo integral, eu até posso sair, mas preciso levar o Noah junto.

— E por que não vai para a capital, passear um pouco? Hoje não fica praticamente ninguém aqui na fazenda, todos vão. O ônibus partirá daqui a uma hora.

— Eu não conheço a capital, nem saberia andar por lá, ainda mais com um bebê. Também não conheço ninguém daqui.

— Como assim, não conhece ninguém e eu aqui? — Riu — Vamos comigo, a gente passeia e come alguma coisa gostosa, depois compra umas blusinhas. Para falar a verdade, eu estava louca para arrumar uma companheira de passeio. Tia Lúcia já é velha, não gosta de sair comigo não.

— Eu até gostaria, Denise, mas estou sem dinheiro também, então a gente deixa para a próxima.

— Como assim, você não recebeu hoje? — Perguntou curiosa — O senhor Oliver paga todos os funcionários na sexta-feira.

— Ah, é que. — Não quis falar para ela que não recebia dinheiro. — É que o combinado da gente foi diferente, sabe? Deve ser porque olho o filho em tempo integral. — Desconversei.

— Ah, deve ser por isso mesmo. Você deve receber bem, hein, Aurora. — Brincou — E o que você vai fazer este fim de semana todinho? Ninguém vem para cá, o senhor Oliver fica sozinho na casa e já deve ter percebido que ele não é muito de conversa.

— Irei fazer o que faço diariamente, ficar e me distrair com o Noah.

— Poxa, fiquei com uma peninha de você agora! — Falou, sendo sincera.

— Não se preocupe comigo, talvez eu vá à vila hoje, é bom que faço uma caminhada.

— É, minha cara, será uma boa caminhada mesmo, porque a pé não é tão pertinho não, para falar a verdade, é viagem perdida, lá não terá nada interessante, fim de semana todos vão à capital, pois a vila ficou sem graça depois que as festas pararam.

— E tinha tanta festa assim? — Eu sempre quis ir a uma festa.

Minha mãe nunca me deixou ir, nem nas festas da escola podia participar, queria saber como era dançar com os amigos, andar e ver muita gente diferente, curtir um pouco, sem bebida, é claro!

— As melhores, todo fim de semana! — Falou empolgada — O senhor Oliver fazia questão de chamar até banda famosa, ele fazia de tudo para agradar Dona Liana.

— Quem é essa Liana? — Perguntei curiosa.

— Ah, é mesmo, eu não te contei sobre ela, também, estávamos lá na casa, era perigoso ele escutar. — Cochichou. — Eu te conto tudo, mas faz assim, vamos para a capital, lá a gente senta em algum lugar e conversa, afinal, aqui ele pode aparecer e ouvir tudo, aí acabou, vai você e eu para o olho da rua.

— Tudo bem, vou arrumar as coisas do Noah e já volto. Você me espera?

— Claro, mas não demora muito não, pois o ônibus sai daqui a pouco e a gente tem que ir para o ponto.

— Certo, já volto.

Entrei na casa depressa, realmente não podia gastar meu dinheiro, porque ele era meu fundo de garantia, mas a curiosidade para saber e descobrir quem era a mãe do Noah era maior. Antes de entrar no quarto, me encontrei com Oliver no corredor.

— Bom dia, senhor! — Ele não respondeu, então continuei. — Estou indo até a capital para comprar algumas coisas, o Noah irá comigo.

— É claro, ele ficaria com quem?

O ignorante, sem alma, chato para cassete, não perdia uma oportunidade de soltar uma piada.

— Só estou avisando para o caso de sentir falta do seu filho. — Perco o emprego, mas não perco a indireta.

— Já chamou o Joaquim?

— Para quê?

Capítulo 16 Uma amiga chamada Denise 1

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