— Senhor, tem um homem deitado no chão, perto daquela porta.
— Algum sinal da Aurora? — Perguntei impaciente.
— Não!
— Estamos apenas esperando sua ordem para agir, vamos imobilizar aquele e entrar com todo o cuidado, pelos cômodos atrás da vítima e do outro sequestrador.
— Então vamos, comecem imediatamente, eu irei junto.
Os homens começaram a se aproximar mais da construção, Oliver já estava com sua arma em mãos também. Entraram e imobilizaram o primeiro homem, que era o dono do carro e funcionário do hospital.
Fazendo apenas sinal, o capitão dos seguranças mandou todos se separarem e procurarem por Aurora.
Oliver acompanhou um deles, andaram fazendo revista em vários quartos. Aquele lugar seria um hotel se a construção não tivesse sido abandonada, então o que não faltavam eram cômodos para revistar.
— Aquela porta ali.
Oliver disse, apontando para uma porta, no fundo, ele sentia ser ali que ela estava.
Os dois, com cuidado, abriram a porta e ali viram uma cena grotesca.
— Vou te mostrar o que é um homem de verdade!
Ouviram aquilo saindo da boca do homem que estava nu, em cima de Aurora. Naquele momento, os olhos de Oliver ficaram vermelhos e ele, por puro instinto, ficou cego de raiva, indo para cima do homem, que ainda não havia percebido a entrada deles.
— Vou acabar com você!
Dizendo isso, Oliver segurou o homem pelo pescoço, o jogando contra a parede, logo foi para cima dele com socos e chutes. A cara do homem, em menos de trinta segundos, já estava toda ensanguentada. Ele estava caído desacordado no chão. Oliver tirou sua camisa, se aproximou de Aurora e a vestiu, logo os outros seguranças entraram no quarto.
— A polícia já está chegando senhor, eles cuidarão dele.
Aurora chorava descontroladamente.
— Calma, eu estou aqui. — Oliver falava enquanto a abraçava e a pegava no colo. — Vou levá-la para o hospital.
Enquanto saía com Aurora no colo, Oliver olhou para trás onde o padrasto dela estava.
— Antes da polícia chegar, tratem de cuidar muito bem dele e do outro lá!
Após entenderem o recado, voltou a caminhar com a moça no colo, levou-a para o carro e cuidadosamente colocou-a no banco de trás. Antes que a soltasse, ela segurou o seu braço.
— Obrigada, por isso. — Falou bem baixinho como num sussurro, ela estava fraca de tanto apanhar.
— Fica tranquila, vai ficar tudo bem.
Deu um beijo em sua testa e dirigiu até o hospital.
Chegando lá, foi atendida imediatamente, um médico legista também veio para examiná-la e atestar se houve consumação do ato.
Oliver estava na sala de espera, nervoso, queria ter quebrado mais a cara do padrasto de Aurora, a vontade que ele tinha era de matá-lo.
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