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Caminho traçado: uma babá na fazenda romance Capítulo 80

Entrei no elevador, com passos firmes, estava tão nervosa com tudo que ouvi. Como ele se atreveu a falar que meus bebês estragaram minha vida?

Tudo bem, que as coisas ficariam mais difíceis para mim, mas eu daria um jeito. Jamais, em hipótese alguma, pensaria em tirar algo que foi feito com amor. Essas crianças seriam as lembranças mais lindas que eu teria de Oliver e Noah, e quem sabe num futuro bem próximo, seria o que nos uniria outra vez.

— Ei, Aurora! Aonde você vai?

Escutei a voz de Rafaela que vinha entrando na clínica.

— Ai, Rafa, parabéns para você, viu? Você é uma guerreira!

— O que houve? — Perguntou confusa.

— Como consegue suportar e gostar do mesmo homem ao mesmo tempo?

— Você falou para o Tácio da sua gravidez? O que ele te disse que te deixou tão nervosa assim?

— Do jeito que me tratou, até parecia que eu estava pedindo para ele assumir as crianças e pagar a pensão.

— Calma, amiga, ele deve ter ficado surpreso só isso.

— Ele me chamou de irresponsável.

— O quê? — Abriu a boca surpresa.

— Falou que estraguei a minha vida, agora me diz o que ele tem a ver com a minha vida pessoal? Nem eu, que estou carregando essas crianças, fiquei tão desesperada quanto ele. Sei que foi errado não me proteger adequadamente e que crianças dão trabalho, mas, poxa! Eu já estou sabendo disso e tentando lidar com a situação, não preciso de outra pessoa na minha cola, me falando nada.

— Olha, fica calma, ele deve estar num dia ruim e acaba descontando em quem acha na frente primeiro.

— Sinceramente, Rafaela, se eu não precisasse desse emprego, eu o jogaria da janela.

— Eu te daria total apoio. Caímos na gargalhada.

— Vamos, ele deve estar ocupado agora, volta para seus afazeres e o esquece. Como você disse, precisa do emprego, então ignora as coisas ruins.

— Tudo bem.

Peguei o elevador outra vez com Rafaela e voltei para a copa. Lá, fiquei até dar o meu horário, que era duas da tarde. Quando saí, resolvi ir ao centro vender meus laços. Eu precisava juntar o máximo de dinheiro possível e também tentaria arrumar um bico à noite, nem que fosse nos finais de semana, até a chegada dos bebês.

[…]

Cheguei à noite morta de cansaço, fiz uma comida rápida e preparei marmitas, que levaria para comer fora, já que venderia laços todos os dias de agora para frente. Passei numa hamburgueria próxima à minha residência e perguntei se eles precisavam de uma garçonete. A dona, muito educada, disse precisar de uma nos fins de semana. Ofereci-me e falei da minha condição. Ela não quis, mas conversei com ela e ela concordou, mas com uma condição: não assinar nenhum tipo de contrato trabalhista.

Para mim, estava ótimo, aumentaria minha renda, poderia comprar um berço e algumas coisinhas, com o tempo, eu dobraria as coisas, mas no começo, os bebês poderiam dormir juntos no mesmo lugar, tentaria procurar uma casa maior futuramente, que coubesse no meu orçamento.

Eram dez da noite e eu já estava morta de cansaço, me deitei, até ouvir um barulho no portão, eu já imaginava quem era e pensei seriamente em não abrir, mas como ele era meu patrão, talvez viesse me mandar embora, então fui ver o que ele queria.

— Boa noite, Aurora. — Sua voz era mansa.

— Boa noite, Tácio. — Respondi sem ânimo.

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