— Oliver se acalma, o que vai fazer?
Eu andava de um lado para o outro no escritório, enquanto Saulo ficava na porta, com medo de que eu saísse e arrebentasse a cara de Liana.
— Quero que você pegue o Noah e a Denise e saia daqui imediatamente! — Disse nervoso.
— Eu não vou deixar você sozinho.
— Eu não vou fazer nada com ela, não se preocupa.
— Mesmo assim, mandarei Joaquim levar a morena e o Noah para bem longe, pega logo toda essa gravação e vamos até à delegacia agora.
— Ela matou meu pai, Saulo! — Engolia um nó na garganta enquanto falava isso. — Meu pai foi assassinado!
— Fala baixo, cara, não adianta fazer nada contra ela agora, eu juro que estou tão nervoso quanto você e minha vontade é esganá-la, mas, você disse mais cedo, que pensa no Noah, imagina ele crescer sem a presença do pai, por ele estar atrás das grades.
— Eu se, eu sei! — Tentava raciocinar sem deixar minhas emoções me dominarem. — Chama a Denise e o Joaquim aqui agora!
Sentei-me na mesa e comecei fazer o download das gravações e coloquei todas numa pasta, logo, Denise e Joaquim entraram no escritório, ela já estava com Noah no colo.
— Entrem no carro imediatamente e vão para a capital, se hospedem em um hotel seguro e esperem até segunda ordem, não deixe que ninguém perceba que estão saindo.
— Sim, senhor!
Eles saíram do escritório sem fazer uma pergunta sequer e Saulo ficou comigo.
— Já que você está do meu lado, vamos para a capital, mas antes, quero ter uma conversinha com a Liana.
Saulo me seguiu até o quarto onde Liana estava antes conversando com Bia.
Abri a porta sem bater, as duas se assustaram.
— Oliver, você me assustou. — Disse, com voz cínica.
— Se assustou por quê?
Eu me controlaria, apesar da vontade de levantá-la pelo pescoço. Liana pagaria por tudo atrás das grades.
— Você sempre bate na porta antes de entrar e se eu estivesse me vestindo? — Sorriu descaradamente.
— Não veria nada que eu já não tenha visto antes.
— Nossa, Oliver, o que há com você hoje, está de mau-humor?
— Não tenho nada!
Me encostei na janela do quarto e vi o quanto era alta demais para ela conseguir pular, além de estarmos no segundo andar da casa; em baixo, havia alguns espinhos, se ela tentasse fugir por ali, sairia muito machucada. Com certeza ficaria com alguma parte do corpo quebrada.
— O que está olhando lá fora? — Perguntou desconfiada.
Olhei de volta para ela.
— Está um lindo dia não é mesmo? Se eu fosse você aproveitaria. — A provoquei.
— Se quiser, podemos sair juntos, então, o que acha? Você só vive trancado no escritório, seria bom para nós dois.
— O que tem em mente? — Me aproximei. — O que poderíamos fazer?
— Talvez um piquenique perto do lago, ou um passeio a cavalo. — Começou a falar com segundas intenções.
— É... Pode ser então.
— Sério? — Veio e me abraçou, já estou amando esse dia, Oli.
Me afastei bruscamente dela.
— Como você consegue ser tão fria, Liana?
— Porque quero que ela sinta a agonia, de saber que vai perder a liberdade.
Nisso, ficamos em silêncio e nos dirigimos para a capital.
[…]
No quarto da casa, duas mulheres tentavam abrir a porta com chutes e pancadas.
— Não está abrindo, Liana, a polícia vai chegar e nos prender! — Bia falava desesperada.
— Cala a boca, Bia, isso não irá acontecer, aquele maldito do Oliver pagará! — Liana gritava.
Enquanto olhava para todos os cantos do quarto, Liana tentava achar uma saída, até olhar para a janela e ter uma ideia maléfica.
— Bia, me ajuda.
— Como?
— Vem aqui, olha ali!
Bia olhou da janela para onde Liana estava mostrando, mas no mesmo momento, ela foi empurrada com toda força para fora, Liana foi junto, usando o corpo da “amiga” como barreira para amortecer a sua queda.
O corpo de Bia ficou caído no chão, entre os espinhos e de sua cabeça saía muito sangue. Liana não se importou, levantou-se, não ligando para a outra mulher. Ao perceber que ninguém a havia visto, entrou devagar na garagem e encontrou a Ferrari, que estava próxima à porta de entrada. Acelerou o carro e seguiu em direção aos portões de saída da fazenda. Dois seguranças tentaram impedir sua saída, mas ela atropelou um.
Liana dirigia em alta velocidade.
— Desgraçado, você me paga Oliver, você nunca vai chegar na capital. Eu não virarei uma foragida da polícia, antes disso, vou te parar, nem que tenha que jogar o carro em cima de você. Quero que você morra!
A Ferrari vermelha estava em alta velocidade, se aproximando da ponte principal, Liana conseguiu avistar o carro onde Oliver estava dirigindo.
— Agora você me paga maldito, morra!
Um estrondo foi ouvido e um carro foi lançado para fora da pista, caindo da ponte, seguido de uma grande explosão!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho traçado: uma babá na fazenda
Que história linda e maravilhosa. 98 capítulos e li em menos de 24hs. Essa história daria uma linda novela. penas lendo conseguiu provocar em mim um turbilhão de emoções, imagina se fossem cenas de novela. Parabéns a escritora Célia pela ótima história e pela riqueza de detalhes. Consegui visualizar cada cena de cada capítulo em minha cabeça. Cenas de amor, de injustiça dos vilões, da guerreira Auruora....enfim simplesmente amei essa história. E facilmente daria uma ótima novela com certeza....