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Caminho traçado: uma babá na fazenda romance Capítulo 83

— Oliver se acalma, o que vai fazer?

Eu andava de um lado para o outro no escritório, enquanto Saulo ficava na porta, com medo de que eu saísse e arrebentasse a cara de Liana.

— Quero que você pegue o Noah e a Denise e saia daqui imediatamente! — Disse nervoso.

— Eu não vou deixar você sozinho.

— Eu não vou fazer nada com ela, não se preocupa.

— Mesmo assim, mandarei Joaquim levar a morena e o Noah para bem longe, pega logo toda essa gravação e vamos até à delegacia agora.

— Ela matou meu pai, Saulo! — Engolia um nó na garganta enquanto falava isso. — Meu pai foi assassinado!

— Fala baixo, cara, não adianta fazer nada contra ela agora, eu juro que estou tão nervoso quanto você e minha vontade é esganá-la, mas, você disse mais cedo, que pensa no Noah, imagina ele crescer sem a presença do pai, por ele estar atrás das grades.

— Eu se, eu sei! — Tentava raciocinar sem deixar minhas emoções me dominarem. — Chama a Denise e o Joaquim aqui agora!

Sentei-me na mesa e comecei fazer o download das gravações e coloquei todas numa pasta, logo, Denise e Joaquim entraram no escritório, ela já estava com Noah no colo.

— Entrem no carro imediatamente e vão para a capital, se hospedem em um hotel seguro e esperem até segunda ordem, não deixe que ninguém perceba que estão saindo.

— Sim, senhor!

Eles saíram do escritório sem fazer uma pergunta sequer e Saulo ficou comigo.

— Já que você está do meu lado, vamos para a capital, mas antes, quero ter uma conversinha com a Liana.

Saulo me seguiu até o quarto onde Liana estava antes conversando com Bia.

Abri a porta sem bater, as duas se assustaram.

— Oliver, você me assustou. — Disse, com voz cínica.

— Se assustou por quê?

Eu me controlaria, apesar da vontade de levantá-la pelo pescoço. Liana pagaria por tudo atrás das grades.

— Você sempre bate na porta antes de entrar e se eu estivesse me vestindo? — Sorriu descaradamente.

— Não veria nada que eu já não tenha visto antes.

— Nossa, Oliver, o que há com você hoje, está de mau-humor?

— Não tenho nada!

Me encostei na janela do quarto e vi o quanto era alta demais para ela conseguir pular, além de estarmos no segundo andar da casa; em baixo, havia alguns espinhos, se ela tentasse fugir por ali, sairia muito machucada. Com certeza ficaria com alguma parte do corpo quebrada.

— O que está olhando lá fora? — Perguntou desconfiada.

Olhei de volta para ela.

— Está um lindo dia não é mesmo? Se eu fosse você aproveitaria. — A provoquei.

— Se quiser, podemos sair juntos, então, o que acha? Você só vive trancado no escritório, seria bom para nós dois.

— O que tem em mente? — Me aproximei. — O que poderíamos fazer?

— Talvez um piquenique perto do lago, ou um passeio a cavalo. — Começou a falar com segundas intenções.

— É... Pode ser então.

— Sério? — Veio e me abraçou, já estou amando esse dia, Oli.

Me afastei bruscamente dela.

— Como você consegue ser tão fria, Liana?

— Porque quero que ela sinta a agonia, de saber que vai perder a liberdade.

Nisso, ficamos em silêncio e nos dirigimos para a capital.

[…]

No quarto da casa, duas mulheres tentavam abrir a porta com chutes e pancadas.

— Não está abrindo, Liana, a polícia vai chegar e nos prender! — Bia falava desesperada.

— Cala a boca, Bia, isso não irá acontecer, aquele maldito do Oliver pagará! — Liana gritava.

Enquanto olhava para todos os cantos do quarto, Liana tentava achar uma saída, até olhar para a janela e ter uma ideia maléfica.

— Bia, me ajuda.

— Como?

— Vem aqui, olha ali!

Bia olhou da janela para onde Liana estava mostrando, mas no mesmo momento, ela foi empurrada com toda força para fora, Liana foi junto, usando o corpo da “amiga” como barreira para amortecer a sua queda.

O corpo de Bia ficou caído no chão, entre os espinhos e de sua cabeça saía muito sangue. Liana não se importou, levantou-se, não ligando para a outra mulher. Ao perceber que ninguém a havia visto, entrou devagar na garagem e encontrou a Ferrari, que estava próxima à porta de entrada. Acelerou o carro e seguiu em direção aos portões de saída da fazenda. Dois seguranças tentaram impedir sua saída, mas ela atropelou um.

Liana dirigia em alta velocidade.

— Desgraçado, você me paga Oliver, você nunca vai chegar na capital. Eu não virarei uma foragida da polícia, antes disso, vou te parar, nem que tenha que jogar o carro em cima de você. Quero que você morra!

A Ferrari vermelha estava em alta velocidade, se aproximando da ponte principal, Liana conseguiu avistar o carro onde Oliver estava dirigindo.

— Agora você me paga maldito, morra!

Um estrondo foi ouvido e um carro foi lançado para fora da pista, caindo da ponte, seguido de uma grande explosão!

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