Capítulo Final — Onde tudo continua… e algo novo começa (Parte 2)
O silêncio não durou.
Nunca dura.
Principalmente quando algo novo… decide existir.
O vento continuou.
Mas não como antes.
Não suave.
Não familiar.
Era instável.
Como se estivesse tentando acompanhar algo que ainda não entendia.
Lívia abriu os olhos devagar.
A respiração presa.
— Isso não é só presença…
A voz saiu baixa.
Mais consciente.
— É interferência.
O impacto veio.
Direto.
Adrian olhou ao redor.
Mais atento.
Mais preparado.
— De onde?
Número Um respondeu.
Sem hesitar.
— Origem não localizada.
Pausa.
— Padrão em formação.
Silêncio.
E aquilo…
era pior.
Porque significava uma coisa:
Ainda estava começando.
Uma nova pessoa passou.
Dessa vez…
mais evidente.
O movimento travou por um segundo.
Um atraso mínimo.
Quase imperceptível.
Mas não para eles.
— Está piorando — disse Caio.
Ninguém discordou.
Porque era verdade.
E então…
aconteceu de novo.
Mas diferente.
Mais rápido.
Mais preciso.
Como se estivesse corrigindo.
Aprendendo.
Evoluindo.
O impacto veio forte.
Porque aquilo…
não estava falhando.
Estava melhorando.
Lívia levou a mão ao peito.
Sentindo.
Mais fundo.
Mais intenso.
— Isso não está só entrando…
Pausa.
E então…
— está se adaptando.
Silêncio.
Pesado.
Irreversível.
Adrian fechou a mandíbula.
— Então não é invasão.
Pausa.
— É aprendizado.
Número Um confirmou:
— Probabilidade alta.
E aquilo…
mudava tudo.
Porque algo que aprende…
não pode ser previsto.
O vento soprou mais forte.
Mas agora…
não era aviso.
Era reação.
Como se estivesse tentando responder.
Mas não conseguindo.
— Ele está tentando entender — disse Lívia.
A voz mais firme.
— Mas não é suficiente.
O impacto veio.
Porque aquilo significava:
Nem ele tinha controle.
Uma nova falha.
Mais longa.
Mais visível.
Uma pessoa parou no meio do caminho.
Olhou ao redor.
Como se tivesse perdido algo.
Ou recebido algo que não deveria.
E então…
continuou.
Como se nada tivesse acontecido.
— Isso não é só externo — disse Adrian.
— Isso está começando a afetar o mundo.
Silêncio.
E ninguém negou.
Porque não dava mais.
Caio respirou fundo.
— Então qual é o plano?
Adrian não respondeu na hora.
Porque pela primeira vez…
não havia plano.
— A gente não luta contra isso.
Ele disse, por fim.
Pausa.
— A gente entende.
O impacto veio.
Porque aquilo…
era diferente de tudo.
Lívia assentiu.
Devagar.
— Porque se a gente tentar impedir…
Pausa.
— pode piorar.
Silêncio.
E aquilo…
era verdade.
Número Um analisou.
— Interferência crescente.
— Expansão não linear.
— Tempo de adaptação reduzido.
O impacto veio.
Mais técnico.
Mais frio.
Mas ainda mais perigoso.
Porque significava uma coisa:
Aquilo estava acelerando.
Adrian olhou para Lívia.
— Você consegue sentir mais?
Ela fechou os olhos.
Respirou fundo.
E então…
parou.
Por um segundo.

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