Meia hora depois, a ambulância finalmente chegou.
Os convidados que haviam sofrido intoxicação alimentar foram levados às pressas para o hospital. Aqueles com sintomas mais leves também optaram por se examinar, sem querer correr riscos.
Mas a mulher rica que trouxera o tio… nem esperou a equipe médica. Colocou-o de volta no carro de luxo e partiu rapidamente.
— Henry, nós também devemos ir ao hospital. Você não parece nada bem. — Robin não conseguiu disfarçar a preocupação ao notar a grande mancha úmida nas costas dele e o rosto pálido, quase acinzentado.
— Estou bem, só cansado. Preciso descansar um pouco. — ele respondeu.
— Mas…
— Tem uma mesa de chá ali. Me ajude a sentar um pouco.
Relutante, Robin o guiou até uma cadeira.
— Tem certeza de que está bem? Não tente bancar o forte. Até médicos precisam de cuidados, sabe.
Henry soltou uma risada leve.
— Desde quando você ficou tão insistente quanto o Herb? Eu sei dos meus limites. Só estou com sede… queria provar o chá que você fez ontem à noite.
Ela avaliou sua expressão. Apesar da palidez, parecia estável. Suspirou e se virou para preparar o chá. Seus movimentos eram calmos, precisos, como se pintasse um quadro em silêncio.
Henry a observava, levemente zonzo, e então perguntou:
— Ro… posso te fazer uma pergunta?
— Pode.
— Se eu tivesse te conhecido antes do Edward… você teria se apaixonado por mim?
O movimento de Robin congelou.
Ele não esperou resposta. Sorriu de leve através do vapor que subia da chaleira.
— Se houver uma próxima vida, eu juro que corro para você. Não deixo ele me vencer de novo.
Para Henry, ter conhecido Edward primeiro foi o fator decisivo que o fez perder.
— Henry… me desculpe. — foi tudo o que ela conseguiu dizer.
A sombra nos olhos dele pareceu se dissipar, substituída por um brilho sereno. Ele ergueu a xícara, sorrindo.
— Então, não vai brindar com o médico milagroso que tanto admira?
A mão dele tremia levemente, e Robin percebeu que a xícara nem estava apontada para ela.
Engolindo a preocupação, ela tocou sua xícara na dele.
— O chá está esfriando, beba.
Enquanto ela falava, a mão de Henry afrouxou. A xícara caiu e se espatifou no chão.
Um filete de sangue vermelho escorreu do canto de sua boca, manchando sua camisa branca.
— Henry?! — Robin se lançou para segurá-lo, a voz trêmula e os olhos marejados.
O rosto dele estava lívido, e os olhos, turvos. Tentou sorrir, mas a consciência se esvaía rapidamente.
Robin o viu largar a mão, sem forças, até que seu corpo cedeu por completo… e o silêncio tomou o lugar de qualquer resposta.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casada em Segredo com o Herdeiro
O livro e ótimo, só que fiz que e gratuito mais agora estão cobrando, antes não era assim, pq mudou??...