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Casamento Arranjado com o Magnata Frio romance Capítulo 8

Freya respondeu com a voz doce:

— Bebê, você não tem nada de comum. É a mulher mais linda e talentosa que eu já conheci.

— Se me elogiar assim, eu vou acabar relaxando no trabalho.

Cecília tirou uma caixinha de veludo preto da bolsa e ergueu as sobrancelhas com uma expressão maliciosa.

— Seu presente de casamento! Fiquei a noite inteira escolhendo.

Freya abriu. Era um colar cheio de correntes.

Cecília deu um empurrãozinho de ombro nela, arrastando o final da frase em um tom provocador:

— Não é um colar qualquer, viu?

Freya ficou na defensiva.

— Como assim?

Cecília sussurrou no ouvido dela:

— Bebê, isso é uma joia de corpo. O próprio nome já diz: é para usar na hora H. Conforme o movimento... ela balança... ela brilha...

Freya sentiu o rosto queimar e as orelhas esquentarem. Guardou o colar no mesmo instante.

— Vamos focar nos modelos. Fala menos.

— Beleza, o que não falta aqui é homem. — Cecília voltou a falar sério. — Você já é uma mulher casada, só pode olhar a vitrine. Mas continuo achando o seu marido muito mais gato que qualquer modelo daqui.

Freya ficou sem palavras:

— ...

Cecília era uma especialista em romances e fetiches. Conhecia todo tipo de posição, frases sujas e preliminares. Chegou até a escrever dois contos eróticos em uma conta estrangeira, mas como não teve muito engajamento, acabou desistindo.

Segundo andar, sala VIP. Uma reunião particular.

Sentado na cadeira principal, Cesar Soares cruzou as longas pernas. A fumaça do cigarro subia entre os seus dedos, aumentando ainda mais a distância inatingível dos seus olhos frios.

Antônio Diniz havia se atrasado resolvendo uns problemas.

Ele era um playboy nato, que vivia em festas e rodeado de mulheres. Sentou-se no lugar mais próximo a Cesar e perguntou em um tom relaxado:

— E aí, Cesar, como é a vida de casado?

Cesar bateu a cinza do cigarro com o dedo, respondendo com arrogância:

— O seu corpo ainda aguenta essa rotina?

Víctor Rodrigues abaixou a taça de vinho e disse em tom de brincadeira:

— Pega leve nas festas, Antônio. Acabar com a própria fertilidade não vale a pena.

Antônio já estava acostumado. Todos ali vinham de famílias poderosas e tradicionais, com laços comerciais entre si.

Víctor Rodrigues era o irmão mais velho de Cecília e o atual patriarca da Família Rodrigues. Um workaholic, sem interesse em romances. A sua estrutura familiar era simples, e os pais eram extremamente apaixonados.

— Diretor Cesar, a sua esposa está no andar de baixo.

Cesar não demonstrou nenhuma reação.

— Depois decidimos a viagem.

Víctor olhou para Cesar saindo.

— Aonde o Cesar vai?

Antônio, que havia acabado de receber uma mensagem da sua nova namorada, retrucou:

— Não faça perguntas que não te dizem respeito.

Os olhos de Cesar escureceram. No camarote do primeiro andar, Freya estava com um olhar brilhante. A luz neon escorria pelos seus ombros delicados e pelas curvas da sua clavícula. O top branco tomara-que-caia delineava perfeitamente o seu corpo escultural. O jeans claro e colado parecia um pouco fora de contexto no ambiente, mas não diminuía em nada a sua beleza. Pelo contrário, ela parecia incrivelmente deslumbrante, pura e sedutora ao mesmo tempo.

Na frente de Freya, havia seis modelos masculinos.

Ela o havia rejeitado apenas para vir olhar para outros homens.

O cabelo dela estava meio preso atrás das orelhas, revelando a pele perfeita, agora sem nenhum tom avermelhado.

Aquela Freya exibia uma ousadia que não existia durante o dia.

O lábio de Cesar curvou-se em um sorriso quase imperceptível. O seu olhar revelou um interesse sutil.

Aquela sua nova esposa era mesmo interessante.

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