O quarto estava mergulhado em penumbra, iluminado apenas pela luz suave do abajur no criado-mudo. Do lado de fora, o silêncio da noite cobria a fazenda, mas ali dentro o ar estava denso, quente, carregado de tensão e desejo.
Taylor ainda estava parcialmente vestido, com a camisa preta aberta deixando à mostra o peito firme e o abdômen marcado, a calça desabotoada, pendendo perigosamente nos quadris. O contraste entre o tecido amarrotado e a pele quente só tornava a cena mais provocante.
Lila, por outro lado, estava completamente nua diante dele, como se cada camada de proteção tivesse sido arrancada. A pele clara refletia o brilho suave da luz que entrava pela janela, e os cabelos loiros desgrenhados caíam em ondas bagunçadas pelos ombros, colando levemente na pele quente. O rubor intenso nas bochechas denunciava a mistura explosiva de vergonha, desejo e adrenalina que pulsava dentro dela.
Os dois estavam frente a frente, tão próximos que podiam sentir o calor do corpo um do outro, mas sem se tocarem. O silêncio carregava mais significado do que qualquer palavra poderia ter. Os olhares queimavam, dizendo tudo o que a boca ainda não ousava confessar.
O coração de Lila martelava descontrolado, tão rápido que parecia que iria saltar do peito. A respiração saía curta, entrecortada, os seios arfavam com cada inspiração profunda. Ela mordeu o lábio inferior, tentando conter um gemido que ameaçava escapar, enquanto os dedos inquietos buscavam qualquer coisa para segurar, mas encontravam apenas o vazio entre eles.
Taylor, imóvel por um instante, a devorava com os olhos. O maxilar contraído, os músculos tensos, os punhos cerrados ao lado do corpo, tudo nele gritava controle, mas os olhos diziam outra coisa: um desejo bruto, faminto, difícil de disfarçar. A garganta dele se movia com dificuldade, engolindo o ar pesado que parecia preencher todo o quarto.
Ele deu um passo à frente, tão pequeno que quase não foi perceptível, mas o suficiente para fazer o corpo de Lila estremecer. A respiração dos dois se misturou, quente, densa, carregada de tudo o que vinha sendo contido até ali.
O tempo parecia ter parado. Cada batida do coração ecoava como um trovão no silêncio do quarto. Nenhum dos dois precisava falar. Eles sabiam, sentiam. O desejo, a entrega, o inevitável, estava tudo ali, entre um olhar e o outro, prestes a explodir.
Ele suspirou fundo, com os olhos azuis faiscando emoção e autocontrole.
— É a sua primeira vez, princesa… — murmurou, com a voz grave e baixa, embargada de intensidade. — Eu não quero que seja assim.
O olhar de Lila brilhou, intenso, manhoso e insistente. O corpo dela tremia, mas havia coragem no modo como o encarava.
— Não me importo… — sussurrou, entre gemidos baixos, e sentindo o corpo inteiro vibrar, enquanto a pele se arrepiava apenas com o olhar dele. — Eu quero você Taylor, mas que tudo…
Taylor fechou os olhos por um instante, respirando fundo, como se buscasse forças para não perder o controle. Roçou o nariz na curva do pescoço dela, seus lábios quentes deixaram um rastro úmido pela pele sensível, e murmurou com a voz rouca, carregada de desejo e carinho:
— Não se preocupe, minha princesa… — disse, arrastando as palavras de um jeito que fez o estômago dela revirar. — Eu vou ser cuidadoso.
O ar sumiu dos pulmões de Lila. O corpo tremia antes mesmo que ele a tocasse mais.

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