O beijo entre Taylor e Lila tinha sido intenso, arrebatador, e não havia uma única pessoa no bar que não tivesse visto. Quando os dois voltaram para a mesa de mãos dadas, foram recebidos por Catarina, que se levantou e envolveu a cunhada num abraço apertado.
— Finalmente! — disse, rindo, com os olhos brilhando de satisfação. — Eu sabia que esse cowboy não ia resistir por muito tempo.
Lila corou, mas sorria, ainda colada a Taylor. Ele, orgulhoso, passou o braço sobre os ombros dela, como se a apresentasse oficialmente ao mundo.
Amanda, no entanto, desviou o olhar, os dedos batendo irritados na borda da taça de vinho. O rubor em seu rosto não era de timidez, mas de raiva contida.
Quando um dos cowboys da região, moreno e alto, aproximou-se convidando-a para dançar, Amanda hesitou por um instante. Taylor, sem perder a chance, sorriu e disse em voz alta:
— Vai lá, Amanda. Aproveita a festa.
As palavras dele foram como uma faca. Amanda sentiu o peito apertar, irritada e magoada, mas sorriu falsamente e aceitou o convite. Levantou-se e foi para a pista, deixando os quadris balançarem mais do que o necessário.
Taylor, de braços cruzados, apenas a observou sem emoção. O que só deixou Amanda ainda mais ferida.
Enquanto isso, Lila e Catarina já estavam animadas. Pediram mais uma rodada de drinks e começaram a rir alto, brindando à família, ao batizado e — como Catarina fez questão de brincar — “ao jeito desesperado de Lila de finalmente ter um cowboy só pra ela”.
Lila gargalhava, vermelha, mas não negava. Taylor só balançava a cabeça, rindo baixo da ousadia das duas. Maurício, ao lado, parecia dividido entre rir e se encolher com a cena.
Depois de horas no bar, decidiram que era hora de voltar.
Na saída, Amanda surgiu acompanhada do mesmo cowboy que havia dançado com ela. Com um sorriso provocador, anunciou em voz alta:
— Não vou dormir em casa hoje. Vou aproveitar a noite, já que certas pessoas estão muito ocupadas.
Era uma provocação clara a Taylor, esperando uma reação. Mas ele apenas ergueu uma sobrancelha e respondeu animado:
— Vai se divertir, Amanda.
A resposta oca foi como um balde de água fria. Amanda engoliu em seco, a raiva e a tristeza misturadas no peito. Mais tarde, quando o cowboy se despediu, ela ficou sozinha… e acabou indo parar em um hotel, escondendo no travesseiro as lágrimas que jurava nunca deixar cair.
No caminho de volta, a caminhonete estava silenciosa. Maurício dirigia, Catarina ao lado dele. No banco de trás, Taylor e Lila.
Mas o silêncio não durou. Lila, ainda embriagada pela música, pela bebida e pelo beijo no bar, aproximou-se sorridente. Subiu no colo de Taylor sem cerimônia, ignorando a presença dos outros.
— Vamos, cowboy… — sussurrou contra os lábios dele, a voz rouca e atrevida. — Terminar o que começamos logo cedo?
Taylor riu baixo, os olhos azuis faiscando de desejo. Segurou a cintura dela com força, aproximando-a ainda mais.
Catarina virou discretamente para trás, e quando viu a cena, arregalou os olhos, mas logo começou a rir, encantada.
— Eu adoro ver minha cunhada afoita assim. — disse, provocando.
Maurício, por outro lado, ficou vermelho até as orelhas, apertando o volante com força. Não sabia se desviava o olhar ou fingia que nada estava acontecendo.
Taylor apenas riu, colando os lábios no pescoço de Lila diante de todos.
— Arriegua, princesa… você ainda vai me matar do coração.
Lila sorriu vitoriosa, os olhos brilhando.
— E você vai gostar.
Assim que a caminhonete estacionou diante da casa, Taylor mal teve paciência de esperar. Puxou Lila pela mão e a arrastou para dentro, ignorando os risos abafados de Catarina e Maurício que ficaram para trás, trocando olhares cúmplices.
O cowboy bateu a porta do quarto com força e encostou Lila contra ela, os olhos azuis queimando de desejo.
— Agora, princesa… não tem ninguém pra te salvar.
Lila sorriu marota, deslizando os dedos pelo peito dele.
— E quem disse que eu quero ser salva?

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