O quarto ainda estava impregnado pelo calor da manhã. Os lençóis bagunçados denunciavam tudo o que havia acontecido ali. O ar estava denso, pesado, carregado de prazer, e as respirações ainda estavam entrecortadas. Lila estava deitada sobre o peito nu de Taylor, com o corpo mole, sensível, mas os olhos ainda brilhavam com uma fome silenciosa, como se nada tivesse sido suficiente.
Taylor acariciava os cabelos dela devagar, os dedos grandes e firmes se enroscavam nos fios loiros úmidos de suor. Ele sentiu o peito dela subir e descer sobre o seu, sincronizando as respirações, e, por um momento, apenas a manteve ali, ouvindo o som do próprio coração bater junto ao dela.
Então, inclinou o rosto e depositou um beijo lento no alto da cabeça de Lila, sussurrando contra seus fios:
— Princesa… — murmurou, com a voz grave, rouca, carregada de ternura. — Precisamos de um banho.
Lila ergueu o rosto devagar, o encarando com os olhos semicerrados e um sorriso preguiçoso e tímido surgiu nos lábios inchados e avermelhados pelos beijos intensos.
— Você quer cuidar de mim… ou tem outros planos, cowboy? — provocou, mordendo de leve o lábio inferior, com o tom doce, mas cheio de malícia.
Taylor arqueou uma sobrancelha, e um sorriso lento, quase perigoso, curvou o canto de sua boca. O olhar azul faiscou desejo.
— Eu posso fazer as duas coisas… — respondeu, com a voz arrastada, grave. — Mas, pra ser sincero, não prometo que vou me comportar.
Antes que ela tivesse tempo para qualquer resposta, Taylor a pegou no colo com facilidade, como se ela não pesasse nada. Lila soltou um suspiro surpreso enquanto os braços automaticamente envolviam o pescoço dele.
— Taylor! Eu consigo andar sozinha! — protestou, tentando conter o riso.
Ele inclinou o rosto, aproximando os lábios do ouvido dela, e murmurou num tom provocante:
— Eu sei… — disse, com um sorriso torto, os olhos queimando desejo. — Mas eu gosto de te carregar.
Ele a levou até o banheiro, empurrando a porta com o pé. O ambiente foi tomado por uma luz suave, refletindo nos azulejos claros, e o vapor começou a se formar assim que ele abriu o chuveiro. O som da água caindo preenchia o espaço, criando uma atmosfera íntima, quase proibida.
Taylor a colocou de pé dentro do box e, sem pressa, passou os dedos entre os fios dela, ajeitando-os para trás. O gesto era carinhoso, quase reverente.
— Tá dolorida, princesa? — perguntou, com os olhos azuis atentos, percorrendo o rosto dela.
Lila corou, mordendo o lábio inferior, e assentiu.
— Um pouco… — confessou, ficando de ponta de pés e depositando um beijo no pescoço dele.
Taylor soltou uma risada baixa e rouca, aproximando os lábios da pele úmida do pescoço dela, deixando um beijo lento, provocante, que fez um arrepio correr por todo o corpo de Lila.
— Princesa… — sussurrou, com a voz arrastada, grave, vibrando contra a pele dela. — Se continuar me provocando, esse banho vai ser tudo… menos inocente.
Ela inclinou o queixo, o encarando com os olhos faiscando, e o corpo nu encostado no dele, sentindo o calor quente da pele dele contrastar com a água morna que já caía sobre os dois.
— Quem disse que eu quero um banho inocente, Taylor? — murmurou, com um sorriso atrevido, desafiando-o.
Foi o fim do autocontrole dele. Taylor fechou os olhos por um instante, respirando fundo, tentando se conter… mas o corpo dele já tinha decidido.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário